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BIOCRÓNICAS

CRIAR BIOGRAFIAS OU CRÓNICAS ROMANCEADAS DE PESSOAS OU EMPRESAS

BIOCRÓNICAS

CRIAR BIOGRAFIAS OU CRÓNICAS ROMANCEADAS DE PESSOAS OU EMPRESAS

11
Out12

GALERIA DE MULHERES COM POEMAS DENTRO ! * Isabel Branco *

romanesco
isabel branco
***
GALERIA DE MULHERES
COM POEMAS DENTRO !
*
* Isabel Branco *
*
as palavras rasgam na saudade
o dom de dizer a poesia
saem ladinas correndo de dentro dela
dão forma ao poema claridade
transcendem o mito o mistério a fantasia
cintilam d'Àfrica como uma estrela
que iluminasse todas as almas da cidade
*
"nasci na terra ao longe de Lobito
de uma família inteira
e por lá fiquei eterna adolescente
é esse o tempo que sou em cada dito
nasci mulher poema tecedeira
das emoções que me vestem docemente
quando no silêncio sou um grito"
*
afina os tons da voz  e diz
da alma do poeta cada verso
como quem afaga a pele curtida do tambor
estremece pausa flor de lis 
alonga a vista sobre o desejo imerso
mãe das palavras com amor
que acorrem aos ouvidos do país
*
"Sou o sol que me arde nos cabelos...
o grito da fera ferida na anhara angolana...
o mar que se espraia e por mim chama...
a flaminga restinga...e seus apelos...
Ah! Sou aquela...que chora, ri e também ama..."
IB
*
os seus olhos espelham tanta pureza
que no seu sorriso nos quer dizer
catar por onde houver a alma profunda
de quem escreve e sente a natureza
ei-la de antes quebrar que deixar torcer
adejando sobre a ideia que a inunda
feita da alegria extasiante que lhe dá beleza
*
"sou aquela que diz o seu sentir
que se realiza na aventura da descoberta
onde houver um poeta ou poetisa
ou um poema sem nome para existir
quero dizê-lo com a alma aberta
mostrar ao mundo esta gente que em verso avisa
só o amor trará a paz para sorrir"
*
olho na mulher o poema dentro
que irradia a beleza dos mistérios africanos
sentada diz poesia que a sua alma sente
ela que escreve poemas com amor ao centro
que partilha seus valores humanos
ela que nos pede em troca e tão somente
que usemos a poesia como um ceptro
*
"porque sou a que diz a poesia
de todo o que para mim sinto como talento
não quero vivas nem honrarias
deixem-me viver plena a minha fantasia
sou mulher e se sou poema tento
cantar do Lobito o mar o porto as correrias
e de Catumbela a terra de maresia"
*
é um encanto a voz saindo do poema
com rosto iluminado de mulher
ecos da memória humana
voz que se abre livre de qualquer algema
que rasga trevas ao amanhecer
eu canto para si Isabel (de) branco sobre a savana
meu hino à liberdade como tema
autor: jrg
30
Jun12

O POETA PODE SER...

romanesco
imagem pública tirada da net
*
O POETA PODE SER
*
o poeta pode ser
um fingidor
como diz Pessoa
amar escarnecer
odiar até o próprio amor
ou rugir sobre Lisboa
*
o poeta pode até
ser vingador
da tristeza  de não ser
ou vingativo da ralé
a trepar p'la própria dor
esperança de viver
*
o poeta pode sonhar
tão vã a glória
sentado no meio dos deuses
beber dos óleos e achar
que os mitos cantam vitória
tecendo teias soezes
*
o poeta pode parar
suster a pena
dizer não à violência
abjecto desesperar
construir ode obscena
defecar na consciência
*
o que o poeta não pode
é emigrar a razão
sustento de humanidade
quando a alma nele explode
jorrando do coração
o sangue da liberdade
*
o que o poeta não pode
é fingir que é verdade
o seu sentimento de amor
quem sente a alma sacode
mentira ou leviandade
por queixa de tão falsa dor
*
o que o poeta não pode
é omitir a loucura
de pensar além da morte
sendo o louco que acode
até na mentira mais pura
à verdade que o suporte
*
jrg
21
Mar11

A POESIA - III...EFEMÉRIDE...

romanesco

 

foto tirada da net
***

{#emotions_dlg.bouquete}


em volta de si próprio
o poeta e a flor
perfume vermelho de rosa
dentro do olhar sóbrio
que lança fogos de amor
sobre a ninfa amorosa

desce a noite que tarda
em si mesma amanhecer
no coração ansioso
o poeta veste a farda
esgrime a pena o saber
em busca de si zeloso

então grita e desperta
de dentro da alma o sentido
de ser angústia conflito
ao manter janela aberta
de preconceitos despido
sem ver na pena o delito

à mesa serve o repasto
convoca deuses e sábios
talvez lauta a refeição
afaste o mal tão nefasto
e um sorriso nos lábios
lhe inocente a razão

porquê eu poesia?
leio em teus versos o pasmo
se em toda a vida a lisura
condenei a hipocrisia
espicacei o marasmo
não saio da morte sem cura

jrg

21
Mar11

A POESIA - IV...EFEMÉRIDE...

romanesco

 

 

 

 

foto tirada da net

 

{#emotions_dlg.bouquete}


o que tem de poesia
um corte um apagão eléctrico
o acender das velas a magia
das sombras no silêncio quase patético

a troca dos sorrisos esquecidos
na azáfama da luz que ofusca o pensamento
o romantismo dos abraços inibidos
na melodia dos sons em movimento

o que tem de poesia
a luz da lua e das estrelas
a luz bruxuleante da lamparina
que açula nos amantes a fantasia
quebra o gelo entre querelas
permite ouvir um riso de menino de menina

abre o coração à fugaz simplicidade
que o alarido de viver ofusca
reforça com amor a amizade
que a paixão extinta solta brusca

o que tem de poesia
olhar os corpos de novo na penumbra
e neles remar como se rema na maresia
a alma calejada a pele rubra

a regredir de uma outra memória
os corpos nus ao fogo da fogueira
acalentados de não ter o que fazer
a cada olhar um conto ou uma história
a alertar a alma contra a cegueira
da vida verdadeira por viver

o que tem de poesia
esta emoção de nos acontecermos
a romper da negra noite  a luz do dia
antes que seja a hora de adormecermos...

autor . jrg

05
Fev11

ROGÉRIO MARTINS SIMÕES...POETA DA ALMA...

romanesco

 

rogério martins simões


{#emotions_dlg.blueflower}

olho no teu rosto a esperança

segredo dum homem que se deu conta

toda tempestade traz bonança

ainda que instante breve tanto monta

*
olho no teu rosto a firmeza

olhos leais lábios expressivos da vontade

que por mais afoita seja a tristeza

na tua alma regurgita eterna a liberdade

*

olho palavras transpiram poesia

tão de tanto amor serenas nas memórias

por mais que o temporal seja de maresia

ergues na alma a força das vitórias

*
olho amor sem espera duma mulher

aroma que ameniza dor num homem irreverente

nem a Parkinson vence quando quer

nem a epilepsia anula a coragem que a alma sente

*
olho o encanto de versos que seduzem

o incitamento à coragem humana de tudo vencer

vida possuída de estrelas que reluzem

e que atraem mundos ansiosos por te conhecer

*
olho o homem de memória inteira

o poeta que encanta e maravilha a fantasia

de forma brilhante à doença toma dianteira

que viva nele eterna tão doce poesia



autor:jr

19
Set10

ABISMOS DA POESIA

romanesco

poetas são loucos finos
inventam a fantasia
guerreiros inda meninos
abismos da poesia

poetisa de alma sensível
em verso cheio de luz
qual militar sendo cível
lança poemas seduz

cantam de musas amores
sonham imortalidade
poetisas sábios rumores
no ventre da verdade

trago um cálice de vinho
para a orgia da ceia
não quero rimar sozinho
antes preso a tua teia

poetas são anjos desgraça
travam rixas graciosas
não escolhem arma ou praça
calam musas preciosas

que fazer perante a poesia
se a alma sente e gera
palavras agri-doce maresia
amores do corpo à espera

quem na humildade se esmera
e na poetisa se arrima
tem alma poética e pondera
sublima-la em obra prima

Autor: J.R.G.



24
Mai10

O NOIVO E ALBA...o pintor e o poeta

romanesco

 

{#emotions_dlg.orangeflower}{#emotions_dlg.blueflower}

 


O noivo figura típica de Lisboa


O Alba imagem erradia de Braga


Subindo a calçada do Carmo


O pintor


Calcorreando ruas e tabernas


Filósofo da poesia que encontra nas pessoas


A barba hirsuta sorriso afável


O poeta


Os basbaques no chiado gritavam


Lá vai o maluco de fraque


E rosa vermelha fresca na lapela


É pintor


Houve até uma mulher


Jovem ainda que se apaixonou pelo vagabundo


E quis recuperar a poesia


É o poeta


Blasfemava obscenidades


Os olhos chispavam de ira ante a risota


Passada firme subia o chiado


Louco pintor


Fazia versos doces piropos


E um sorriso por entre os pelos queimados


Morreu atropelado sem apelo


Era poeta


Deixou de aparecer de repente


Também as vendedeiras de violetas


O chiado ensandeceu sem cor


Era pintor



Autor: JRG

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