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BIOCRÓNICAS

CRIAR BIOGRAFIAS OU CRÓNICAS ROMANCEADAS DE PESSOAS OU EMPRESAS

BIOCRÓNICAS

CRIAR BIOGRAFIAS OU CRÓNICAS ROMANCEADAS DE PESSOAS OU EMPRESAS

31
Jul18

HÁ UM JEITO DE SER MULHER UM OLHAR SÓ...

romanesco

37275258_10204971881892881_6439024874357784576_n.j

 Desenho Olho, carvão sobre papel, 2018

de Nuno Gonçalves

*

*
gosto de te ver
numa correria tão apressada
a brisa que provocas
lembro o fru fru das saias a varrer
o fascínio da perna desnudada
o arrepio da pele quando me tocas 
*
há um jeito para se Ser
um encanto sedutor um sem jeito
um piscar de olhos uma emoção
que enleva e sublima o jeito de Ser Mulher
para lá de qualquer conceito
que nos prende a alma ao coração
*
gostar da correria
das palavras proferidas em doce convulsão
como as ondas do mar brincalhonas
inspiração ou motejo para rimar à alegria
levar-me a correr em contra-mão
à procura da musa por quem te apaixonas
*
um olhar perfeito
a Íris bem centrada num ponto atenta
a disseminar o jeito e o encanto
há uma mulher que nos prende junto ao peito
como a onda do mar quando rebenta
e se desfaz em espuma ou doce pranto
*
fixo o teu olhar misterioso
paralisado pelo seu brilho fascinante
a gravar em mim a tua imagem
olhar de Mulher vê mais além é curioso
e torna-se quando quer luxuriante
este olho que inebria é um convite à alunagem

jrg

17
Jun18

PONTES QUE LIGAM IDEIAS

romanesco

Pontes.jpg

 Desenho de Nuno Gonçalves, em

Riscos, Rabiscos e outros "Iscos"

...

PONTES QUE LIGAM IDEIAS
*
pontes que ligam margens
lugares e pessoas
que ligam ideias sem vencedor
pontes que trazem vantagens
se tiverem bases sólidas e boas
construídas com amor
*
a ideia não é de ninguém
nasce da memória colectiva
da ligação de pontes
da vontade de partilhar o bem
para uma humanidade activa
que construa novos horizontes
*
precisamos de pontes ligadas
à ideia em gestação
que permitam a aprendizagem
a troca de ideias já fundadas
sem soberba e sem ostentação
livres da ganância e da voragem
jrg

Desenho de Nuno Gonçalves, em

Riscos, Rabiscos e outros "Iscos"

31
Dez17

FELIZ ANO 2018 - QUE SEJA ANO NOVO - QUE SEJA ANO BOM - FELIZ ANO NOVO HUMANIDADE!

romanesco

 

Antártida.jpg

Samoa.jpg

Vavau Tonga.jpg

Terra.jpg

 imagens públicas tiradas da net

...

FELIZ ANO 2018
QUE SEJA ANO NOVO
QUE SEJA ANO BOM
FELIZ ANO NOVO HUMANIDADE!
*
é em Kiribati
em Samoa e Tonga
que todos os anos
o ano muda primeiro
ainda que seja
a primazia na Antárctida
deserta de humanidade
que a hora muda
do passado para o futuro
isto no calendário
chamado Gregoriano
todos os anos
cada mudança de ano
há o desejo o voto
a esperança a euforia
a promessa a jura
de que seremos melhores
talvez bebamos demais
porque não passamos de bárbaros
ante a humanidade
humilde simples genuína
ou talvez seja desta
dizemos de corpo erguido
inebriados de emoção
a derradeira passagem do velho
para o novo humanismo
Bom Ano novo e Bom activai
a nossa consciência
envia-nos pétalas de Primavera
jazidas de amor
poços de amizade fraterna
paz sem condições
boas cotações na bolsa da fraternidade
átomos mutantes
porque é duma nova mutação
que a espécie humana precisa
sem ganância nem inveja
sem luxúria sem intriga ciúme
sem corruptos ladrões
porque Humanidade somos todos
e cada um de nós
Feliz ano novo Humanidade!
jrg

01
Jan16

BRINDO A UM ANO DE CONSCIÊNCIA HUMANA!

romanesco

anonovo1-150x150.gif

 

BRINDO A UM ANO DE CONSCIÊNCIA HUMANA!
JOÃO RAIMUNDO GONÇALVES·DOMINGO, 27 DE DEZEMBRO DE 2015238 leituras

A todas as minhas amigas...a todos os meus amigos atiro palavras ao tempo, angustiado pela desumanidade das relações humanas, entre famílias, entre grupos, comunidades e estados...penso MÁTRIA...exorto a consciência feminina para que se faça luz...a luz diáfana do amor...do humanismo...para que 2016 nos faça pensar um novo sistema de organização da vida...que 2016 nos iniba de ter medo...o medo de perder privilégios...o medo de não ter...ter...ter...que 2016 nos permita a veleidade de sermos mais humanos...intransigentes para com a desumanidade...que 2016 nos permita sermos mais racionais...usando a inteligência para nos desenvolvermos enquanto espécie livre de todos os preconceitos que as normas e as religiões, ao longo de milénios, nos impuseram como sacras...
jrg
dedico-vos estas palavras que alinhei em jeito de poema:

 

24
Ago13

A ARTE DA LINGUAGEM POÉTICA E O CAOS!

romanesco
meu sonho de ser poeta...
*
A ARTE DA LINGUAGEM POÉTICA E O CAOS!
**
o poema é
uma partícula de poesia
em construção
se tiver rima que sustente a fé
ergue-se na fantasia
de ser um monumento à abstracção
*
o verso é
o arcaboiço in do poema
na sua evolução
que marca o ritmo à melodia em rodapé
na sílaba sem algema
recheado pelo vigor da emoção
*
a poesia é
a palavra emotiva em movimento
num toque cristalino
corrente de fonemas vindos do sopé
numa espiral de tempo
que se alimenta do belo e do feminino
*
a lírica a tragédia
a farsa o drama a ode e o soneto
a sílaba tónica e a poética
a musa encanto do poeta à vezes arredia
a pena feita dum graveto
conjugando o verbo e o sujeito à ética
*
a arte maior de dizer
marcando o som e o tom da circunstância
a expressão do corpo a sinalética
que há em cada verso inverso ao poder
que abomina a fragrância
exalada pela rima que foge à sua métrica
*
eis o que sinto sendo
a expressão de comunicar tão sem segredo
o enigma da alma humana
racionalizando a emoção escrevo dizendo
que a poesia não tem medo
se fala com verdade à mente insana
*
falar d'amor sensualidade
da insurreição da alma em pensamento
do belo que há na natureza
cantando o homem e a mulher sem idade
dentro dum meio em linchamento
cuidando de salvar o que exista de beleza
*
que ninguém diga "não sabia"
da morte do amor às mãos tirânicas
sendo a morte irreversível
amar é tudo o que o poema diz à poesia
mesmo que sejam lunáticas
as rimas que amam até o impossível
*
o que é ser poetisa
ou se quiserem no limite do tempo ser poeta
um superego ou fanatismo
cheirando a mar e vento ou simples brisa
que a palavra embala ou inquieta
se não for a força que nos tira do abismo
*
há forma mais bela de morrer
que embrulhado em pétalas de pura poesia
há! é honrar a arte de pensar
e estar na frente de combate que é dizer
pintando de verdade a fantasia
dos que não querem ver o mundo a definhar
**
jrg
30
Jun12

O POETA PODE SER...

romanesco
imagem pública tirada da net
*
O POETA PODE SER
*
o poeta pode ser
um fingidor
como diz Pessoa
amar escarnecer
odiar até o próprio amor
ou rugir sobre Lisboa
*
o poeta pode até
ser vingador
da tristeza  de não ser
ou vingativo da ralé
a trepar p'la própria dor
esperança de viver
*
o poeta pode sonhar
tão vã a glória
sentado no meio dos deuses
beber dos óleos e achar
que os mitos cantam vitória
tecendo teias soezes
*
o poeta pode parar
suster a pena
dizer não à violência
abjecto desesperar
construir ode obscena
defecar na consciência
*
o que o poeta não pode
é emigrar a razão
sustento de humanidade
quando a alma nele explode
jorrando do coração
o sangue da liberdade
*
o que o poeta não pode
é fingir que é verdade
o seu sentimento de amor
quem sente a alma sacode
mentira ou leviandade
por queixa de tão falsa dor
*
o que o poeta não pode
é omitir a loucura
de pensar além da morte
sendo o louco que acode
até na mentira mais pura
à verdade que o suporte
*
jrg
26
Mai12

FLORBELA...NATÁLIA...SOFIA...

romanesco
*
FLORBELA...NATÁLIA...SOFIA...
***
Florbela Natália Sofia
tão maiores que não chega o pensamento
estranho mundo as esqueceu
nas efemérides apressadas de um só dia
mulheres à frente do acontecimento
poetisas do amor nas noites frias de breu
tanto de mim nelas havia
*
Florbela Espanca a grandeza
de poemas e sonetos o pensar a ousadia
de sendo mulher se libertar
do jugo másculo a milenar vil tibieza
soltando asas libertando poesia
amante insubmissa tão de tanto se sonhar
na ampla planície a natureza
*
Natália na ilha dos amores
ninfa plena infinita de atitude feminina
a poetar se consagrou à vida
cantou a MÁTRIA ou mãe entre flores
amante sensual e libertina
confrontando o tempo adverso sem medida
mulher sem medo e sem favores
*
Sofia a arte meu encanto
do ser mulher e mãe de tanta boa gente
a melodia ou lisura do mar
onde o poema se branqueia em riso e pranto
e a alma manifesta o que mais sente
uma mulher que de tão grande eu ouso olhar
escondido na sombra do seu manto
*
Sofia Natália Florbela
depois delas o mundo masculino estremeceu
não se é dono de nada nem de ninguém
o meu corpo é a minha emoção e eu sou nela
o ser que se liberta porque amanheceu
onde todos os dias se celebra a "deusa" e mãe
bem-vindas ao lugar da janela
autor: jrg
16
Jun11

ESCRITOS À MARGEM DA GUERRA !....ARMADILHAS !!!

romanesco
«««///»»»
*
porque me escolhias
sempre eu e não um outro
eu que te dissera
sou pacifista
que me esforçava por sobreviver
à violência
nas entranhas da guerra
posto do lado de fora
pela consciência?...
*
no silêncio
apenas os mosquitos
a respiração suspensa
os fios de ligação
à espoleta de falsa segurança
as árvores milenares
e olhos de animais absurdos
espiando os movimentos
dos dedos em volta da granada
*
hoje penso
na similitude fantástica
dos que tecem a armadilha da noticia
o mesmo carácter desviante
o inimigo é o homem
os fios invisíveis que se ligam
que ferem e matam
quando despoletam a figura da bomba
feita de palavras
*
uma granada suspensa
dum lado e do outro do caminho
dissimuladas entre a folhagem
e um fio de morte por entre o restolho
de pétalas vencidas
o gesto preciso o coração em pausa
pé atrás retirar não tocar nada
ele agarra o fio... vai... diz
e segue-me de olhos fixos
*
ali fica a linha fatídica
à espera que nela tropecem
um homem uma mulher uma criança
saídos da sombra da floresta
confiantes da terra a sua que pisam
uma gazela um macaco
ouvia-se o estrondo no recato do quartel
iam ver
se era gazela traziam para comer
*
hoje penso
as palavras orquestradas
urdidas no enlace dos enredos
de caso forjados
no seio de interesses contraditórios
que visam eliminar os mais audazes
que lhes cruzam os caminhos
onde se aninham
medíocres sem chama nem brilho
*
porquê então eu
companheiro de tanta desventura
a pesar-me a consciência
a marcar-me como um ferrete indelével
a morte de alguém por indigência
minha tua
e tu dizias como se nada fosse
porque és calmo... só confio em ti
na ignóbil dimensão humana em que nos acho
*
autor: jrg
05
Jun11

TODOS OS ANOS...OS ANOS !...

romanesco

«««//»»»

lembro-me de quando fazia anos...
a magia no desembrulhar das surpresas...
as mãos tantas vezes vazias...
as palavras que limitavam os danos...
os olhares que apagavam tristezas...
a alma exuberante de fantasias...

*

lembro-me os dias de fazer anos...
os castelos de areia desfeitos no mar de maresia...
os sonhos de crescer em cada pesadelo...
a mente a estalar pelos desenganos...
as sobras dos anos que um outro fazia

os brinquedos de lata ou de pau singelo...

*

lembro-me de quando fazer anos
era uma marca efémera de ser menino
os doces a roupa estreada ser maior crescer
perdidas desculpas pelos erros humanos

és grande quase um homem e tão pequenino

trabalhar estudar deus pátria família a ceder

*

hoje por minha própria vontade
não quero fazer anos lembrar que cresci
sou apenas um momento breve de que guardo memória
para quem me sentiu sou mera saudade
do tempo a que me ajustei e nele me perdi

à deriva dos ventos à mercê dos ecos da história

*

porque todos os dias há uma efeméride
que assinala cada movimento na descoberta de existir
um manifesto de amor
sou sendo centro de gravitação dum asteroide
que me atrai de encontro às partículas do devir
adejando sobre sensuais pétalas de flor

*

jrg

02
Mai11

ABRIGO-ME !...

romanesco


abrigo-me na tua alma poesia
onde de amor me sustentas
não no teu corpo que me repudia
quando a ti própria afuguentas

abrigo-me na tua alma poderosa
frágil na dor que me tortura
ao suportar esta vida monstruosa
que tira do amor sua ternura

abrigo-me na tua alma secreta
faminto sequioso de esperança
não que me assuste a noite preta
mas sim este viver sem confiança

abrigo-me na tua alma nua
vestido de versos sob as estrelas
nos dias em que o poder da lua
me comprime as fontanelas

abrigo-me na tua alma adúltera
que se mistura doce no dueto
nada em mim de ti em ti se altera
quando um verso noutro meto

abrigo-me na tua alma sedutora
que me traz a paz e o amor
quando da minha emana criadora
a alma de poeta e sedutor


jrg

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