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BIOCRÓNICAS

CRIAR BIOGRAFIAS OU CRÓNICAS ROMANCEADAS DE PESSOAS OU EMPRESAS

BIOCRÓNICAS

CRIAR BIOGRAFIAS OU CRÓNICAS ROMANCEADAS DE PESSOAS OU EMPRESAS

12
Mai11

ARRITMIAS !!!

romanesco

 

 

imagem tirada da net

 

 

{#emotions_dlg.bouquete}

 

quando te levo ao hospital
fico ali no adro imerso em estranha solidão
à espera que me chegue o teu sinal
que venceste o mal que enfraquece o coração
*
não penso em nada consistente
é um caos vazio um longo atroz espectro
um sobe e desce de emoção crescente
em cada palmo que percorro em cada metro
*
olho os rostos dentro dos corpos encolhidos
estremeço quando as vozes chamam
nos altifalantes cujos sons me soam já sumidos
os nomes de pessoas que não rimam
*
fazes-nos falta porque és a nossa matriarca
a última ou a primeira tanto faz
a que alimenta a minha natureza anarca
e amplia a dimensão da nossa paz
*
de súbito do alarido das vozes em surdina
o teu nome  como se de dentro de mim te extraíssem
seguido de familiar ou acompanhante
estremeço como se um impacto bélico d'arma divina
me abanasse e os orgãos auditores falissem
corro ao teu encontro destemido de amor amante
*
havia muita gente que sorria à tua volta
exímios nas técnicas de reanimação
quando o coração parte à rédea solta
e de repente pára à condição
*
deram-me um saco azul com teus pertences
e vi-te assim deitada desconfortável
teus olhos doces e o sorriso por onde vences
o desassossego do teu norte imutável
*
vai lá e trata bem do menino que delicia
já tão homem mas era infante quando o perdemos
naquela tempestade que então acontecia
há quanto tempo mãe inteira nele nos vivemos
*
adormeci a sonhar-te silêncio na enfermaria
tão serena no teu sono de menina
olhei a cama dos nossos corpos ainda vazia
a pensar que tudo começa onde termina
*
o sol irrompe na vertigem da atmosfera
a casa emerge dos silêncios abafada
a minha angústia é não saber que mais acontecera
a sentir a casa cheia da tua alma madrugada
*
toca o telefone no meu peito a emoção
estou velho atendo-o trôpego de mim apavorado
do outro lado a noticia da tua libertação
minha deusa tão tanto de ti eu sou apaixonado
*
jrg

28
Mar11

TRILOGIA DO FOGO !...ALZHEIMER !...

romanesco

 

foto tirada da net

 

{#emotions_dlg.bouquete}

 

encho de poesia a triste dor
na esperança de espalhar a alegria
que traduz o sofrimento por amor
deixando de lado a fantasia...

jrg

***


TRILOGIA DO FOGO

***

ALZHEIMER

 

Ah! A vida!

Alerta-te!

Tu não és mais criança!

O que tu dizes não é mais fato.

Agora é sério!

Acorda para vida real!
Esse mundo é neurótico!

Sincrético!

Aneurisma cerebral!

Sem sincronia!

Os opostos andam separados.

Cada vez mais distantes.

Mal se notam!

Acorda!
Pareces tartaruga!

Antes eras lebre!

Esquecestes?

A pressa é inimiga da perfeição.

Mas tu não podes parar!

Não dá pra parar!

Acorda para vida real!
O que tu fazes aqui?

Nossa, tu estás diferente!

Estas muito mais bonito!

Não! Esse não sou eu!

Quem eu sou?

O que sou?

Não olhe pra trás!

Não ande para trás!

Não volte ao teu passado

Que este te atrasa,

Te faz lembrar!

Lembrar?

O que tu tens que esquecer!

Nada dura para sempre!

Essa é a realidade!

Acorda!

Acorda!

Acorda!
Acordei!

Quem é esse velho?

Onde estamos mesmo?

Eu quero voltar para minha casa!

Eu quero voltar para casa!

Está todo mundo me esperando lá!

Tá todo mundo me esperando...
Acorda!

Acorda!

A corda acorda no pescoço da memória.

É assim que se morre!

É assim que a vida anda de costas!

E é assim que tu vais sendo esquecido.

Aos poucos!

Acorda!

 

. . . . . .

Silvia

M endonça

^^^ ~~~~ ***


ALZHEIMER

Chego sorrateiro na companhia do tempo, que precariamente lhe consome.

Infiltro-me no processo de envelhecimento, me fazendo natural em seu esquecimento,

               em sua desorientação do não lembrar, mas, meu objetivo maior é destruir,

progressivamente seus neurônios,

é lhe deixar em completa apatia,

sem motivo, levar à depressão aparente,

se possível roubar-lhe seu juízo e critica,

na confusão de seu raciocínio.

Tornar-se sua incessante ansiedade,

sua inquietação, sua agressividade.

Desorganizar seu sono e seus pensamentos em delírios.

Dificultar sua locomoção, lhe deixar em total dependência.

Roubar-lhe sua funcionalidade, seu cognitivo racional, encolher seu cérebro.

Sou o mal crônico a causar sofrimento,

Posso também ser precoce, esteja atento.

Sou... ALZHEIMER!  

Lufague

*****

 

ALZHEIMER!

 

Visto de dentro o paciente

Quem sabe? aos poucos vai-se desapercebendo

Ouve um alarido que não mais sente

Nem sabe do mal porque vai morrendo

*

A princípio talvez ainda se debate

Os neurónios em cadeia esboçam feroz a reacção

Irrita-se explode toca sinos a rebate

Até ao dia em que a alma chama o corpo em vão

*

Visto de fora é alvo da chacota

Leva algum tempo a mente sã a se aperceber

Que o paciente agora vem revestido a terracota

Vai precisar de quem o saiba entender

 

Torna-se arrepiante para a memória

Olhar em frente o corpo estático ao movimento

Saber que ama aquele ser e sua história

Sentir o medo de viver na aspereza do tormento


Visto de cima não é nada da gente

Quem é a senhora? estrebucha o pensamento

Ninguém está preparado para olhar de frente

O mal alzheimerado impávido lamento

 

Que maldade a dos elementos tão aviltantes

Que se conluiem no silêncio em segredo

Não escolhem como e quando surgem penetrantes

Ainda que deles não tenhamos medo

 

Visto de baixo de onde o mal se expandiu

É como um louco que se diz numa outra dimensão

Ninguém pode garantir que no dizer sandio

Não haja uma mensagem de amor à vida em submissão

jrg

 

 

 

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