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BIOCRÓNICAS

CRIAR BIOGRAFIAS OU CRÓNICAS ROMANCEADAS DE PESSOAS OU EMPRESAS

BIOCRÓNICAS

CRIAR BIOGRAFIAS OU CRÓNICAS ROMANCEADAS DE PESSOAS OU EMPRESAS

24
Ago13

A ARTE DA LINGUAGEM POÉTICA E O CAOS!

romanesco
meu sonho de ser poeta...
*
A ARTE DA LINGUAGEM POÉTICA E O CAOS!
**
o poema é
uma partícula de poesia
em construção
se tiver rima que sustente a fé
ergue-se na fantasia
de ser um monumento à abstracção
*
o verso é
o arcaboiço in do poema
na sua evolução
que marca o ritmo à melodia em rodapé
na sílaba sem algema
recheado pelo vigor da emoção
*
a poesia é
a palavra emotiva em movimento
num toque cristalino
corrente de fonemas vindos do sopé
numa espiral de tempo
que se alimenta do belo e do feminino
*
a lírica a tragédia
a farsa o drama a ode e o soneto
a sílaba tónica e a poética
a musa encanto do poeta à vezes arredia
a pena feita dum graveto
conjugando o verbo e o sujeito à ética
*
a arte maior de dizer
marcando o som e o tom da circunstância
a expressão do corpo a sinalética
que há em cada verso inverso ao poder
que abomina a fragrância
exalada pela rima que foge à sua métrica
*
eis o que sinto sendo
a expressão de comunicar tão sem segredo
o enigma da alma humana
racionalizando a emoção escrevo dizendo
que a poesia não tem medo
se fala com verdade à mente insana
*
falar d'amor sensualidade
da insurreição da alma em pensamento
do belo que há na natureza
cantando o homem e a mulher sem idade
dentro dum meio em linchamento
cuidando de salvar o que exista de beleza
*
que ninguém diga "não sabia"
da morte do amor às mãos tirânicas
sendo a morte irreversível
amar é tudo o que o poema diz à poesia
mesmo que sejam lunáticas
as rimas que amam até o impossível
*
o que é ser poetisa
ou se quiserem no limite do tempo ser poeta
um superego ou fanatismo
cheirando a mar e vento ou simples brisa
que a palavra embala ou inquieta
se não for a força que nos tira do abismo
*
há forma mais bela de morrer
que embrulhado em pétalas de pura poesia
há! é honrar a arte de pensar
e estar na frente de combate que é dizer
pintando de verdade a fantasia
dos que não querem ver o mundo a definhar
**
jrg
30
Jun12

O POETA PODE SER...

romanesco
imagem pública tirada da net
*
O POETA PODE SER
*
o poeta pode ser
um fingidor
como diz Pessoa
amar escarnecer
odiar até o próprio amor
ou rugir sobre Lisboa
*
o poeta pode até
ser vingador
da tristeza  de não ser
ou vingativo da ralé
a trepar p'la própria dor
esperança de viver
*
o poeta pode sonhar
tão vã a glória
sentado no meio dos deuses
beber dos óleos e achar
que os mitos cantam vitória
tecendo teias soezes
*
o poeta pode parar
suster a pena
dizer não à violência
abjecto desesperar
construir ode obscena
defecar na consciência
*
o que o poeta não pode
é emigrar a razão
sustento de humanidade
quando a alma nele explode
jorrando do coração
o sangue da liberdade
*
o que o poeta não pode
é fingir que é verdade
o seu sentimento de amor
quem sente a alma sacode
mentira ou leviandade
por queixa de tão falsa dor
*
o que o poeta não pode
é omitir a loucura
de pensar além da morte
sendo o louco que acode
até na mentira mais pura
à verdade que o suporte
*
jrg
26
Mai12

FLORBELA...NATÁLIA...SOFIA...

romanesco
*
FLORBELA...NATÁLIA...SOFIA...
***
Florbela Natália Sofia
tão maiores que não chega o pensamento
estranho mundo as esqueceu
nas efemérides apressadas de um só dia
mulheres à frente do acontecimento
poetisas do amor nas noites frias de breu
tanto de mim nelas havia
*
Florbela Espanca a grandeza
de poemas e sonetos o pensar a ousadia
de sendo mulher se libertar
do jugo másculo a milenar vil tibieza
soltando asas libertando poesia
amante insubmissa tão de tanto se sonhar
na ampla planície a natureza
*
Natália na ilha dos amores
ninfa plena infinita de atitude feminina
a poetar se consagrou à vida
cantou a MÁTRIA ou mãe entre flores
amante sensual e libertina
confrontando o tempo adverso sem medida
mulher sem medo e sem favores
*
Sofia a arte meu encanto
do ser mulher e mãe de tanta boa gente
a melodia ou lisura do mar
onde o poema se branqueia em riso e pranto
e a alma manifesta o que mais sente
uma mulher que de tão grande eu ouso olhar
escondido na sombra do seu manto
*
Sofia Natália Florbela
depois delas o mundo masculino estremeceu
não se é dono de nada nem de ninguém
o meu corpo é a minha emoção e eu sou nela
o ser que se liberta porque amanheceu
onde todos os dias se celebra a "deusa" e mãe
bem-vindas ao lugar da janela
autor: jrg
16
Jun11

ESCRITOS À MARGEM DA GUERRA !....ARMADILHAS !!!

romanesco
«««///»»»
*
porque me escolhias
sempre eu e não um outro
eu que te dissera
sou pacifista
que me esforçava por sobreviver
à violência
nas entranhas da guerra
posto do lado de fora
pela consciência?...
*
no silêncio
apenas os mosquitos
a respiração suspensa
os fios de ligação
à espoleta de falsa segurança
as árvores milenares
e olhos de animais absurdos
espiando os movimentos
dos dedos em volta da granada
*
hoje penso
na similitude fantástica
dos que tecem a armadilha da noticia
o mesmo carácter desviante
o inimigo é o homem
os fios invisíveis que se ligam
que ferem e matam
quando despoletam a figura da bomba
feita de palavras
*
uma granada suspensa
dum lado e do outro do caminho
dissimuladas entre a folhagem
e um fio de morte por entre o restolho
de pétalas vencidas
o gesto preciso o coração em pausa
pé atrás retirar não tocar nada
ele agarra o fio... vai... diz
e segue-me de olhos fixos
*
ali fica a linha fatídica
à espera que nela tropecem
um homem uma mulher uma criança
saídos da sombra da floresta
confiantes da terra a sua que pisam
uma gazela um macaco
ouvia-se o estrondo no recato do quartel
iam ver
se era gazela traziam para comer
*
hoje penso
as palavras orquestradas
urdidas no enlace dos enredos
de caso forjados
no seio de interesses contraditórios
que visam eliminar os mais audazes
que lhes cruzam os caminhos
onde se aninham
medíocres sem chama nem brilho
*
porquê então eu
companheiro de tanta desventura
a pesar-me a consciência
a marcar-me como um ferrete indelével
a morte de alguém por indigência
minha tua
e tu dizias como se nada fosse
porque és calmo... só confio em ti
na ignóbil dimensão humana em que nos acho
*
autor: jrg
05
Jun11

TODOS OS ANOS...OS ANOS !...

romanesco

«««//»»»

lembro-me de quando fazia anos...
a magia no desembrulhar das surpresas...
as mãos tantas vezes vazias...
as palavras que limitavam os danos...
os olhares que apagavam tristezas...
a alma exuberante de fantasias...

*

lembro-me os dias de fazer anos...
os castelos de areia desfeitos no mar de maresia...
os sonhos de crescer em cada pesadelo...
a mente a estalar pelos desenganos...
as sobras dos anos que um outro fazia

os brinquedos de lata ou de pau singelo...

*

lembro-me de quando fazer anos
era uma marca efémera de ser menino
os doces a roupa estreada ser maior crescer
perdidas desculpas pelos erros humanos

és grande quase um homem e tão pequenino

trabalhar estudar deus pátria família a ceder

*

hoje por minha própria vontade
não quero fazer anos lembrar que cresci
sou apenas um momento breve de que guardo memória
para quem me sentiu sou mera saudade
do tempo a que me ajustei e nele me perdi

à deriva dos ventos à mercê dos ecos da história

*

porque todos os dias há uma efeméride
que assinala cada movimento na descoberta de existir
um manifesto de amor
sou sendo centro de gravitação dum asteroide
que me atrai de encontro às partículas do devir
adejando sobre sensuais pétalas de flor

*

jrg

02
Mai11

ABRIGO-ME !...

romanesco


abrigo-me na tua alma poesia
onde de amor me sustentas
não no teu corpo que me repudia
quando a ti própria afuguentas

abrigo-me na tua alma poderosa
frágil na dor que me tortura
ao suportar esta vida monstruosa
que tira do amor sua ternura

abrigo-me na tua alma secreta
faminto sequioso de esperança
não que me assuste a noite preta
mas sim este viver sem confiança

abrigo-me na tua alma nua
vestido de versos sob as estrelas
nos dias em que o poder da lua
me comprime as fontanelas

abrigo-me na tua alma adúltera
que se mistura doce no dueto
nada em mim de ti em ti se altera
quando um verso noutro meto

abrigo-me na tua alma sedutora
que me traz a paz e o amor
quando da minha emana criadora
a alma de poeta e sedutor


jrg

21
Abr11

PARABÉNS NUNO DEMPSTER..por K3!!!...

romanesco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Parabéns Nuno Dempster

 

 

***

K3 é uma narrativa épica

uma evidência do homem amesquinhado

Um poema contra a intransigência

é um poema com alma dentro d’alma poética

que sublima o equilibrio postulado

e se apega como lapa à nossa consciência

 

K3 é poesia do amor e da esperança

ainda que a morte desta seja no homem subjacente

Porque é poesia das entranhas visceral

regurgita memórias da memória fantasias de criança

na unidade do homem com o seu inconsciente

traz no acontecido um apelo à mudança Universal

 

 

K3 é em cada verso cantante uma epopeia

dum povo ingénuo e subserviente a estulta sina

 que aprofunda a alma da nossa dimensão

de sermos capazes de tecer fora honrosa a teia

sendo no nosso seio quem mais se omina

por onde jorra o sangue inútil em dispersão

 

K3 são cinquenta e seis páginas dum poema

onde se diz da alma inteira Lusitana

são vinte e cinco minutos de leitura emotiva

no fim solta-se do algoz a torpe algema

e nasce por magia um povo novo da alma insana

onde mergulhara a esperança ainda viva

 

K3 ah se fosse lido por um milhão

nem por mais nem por menos a tanto monta

dez por cento de gente iluminada

não já pelo canto que exacerba a grei na ilusão

tão pouco pela elegia  que nos condena quando nos afronta

mas pela descoberta do valor de nós em ele achada

 

K3 é um bote face ao galeão de Homero

como os Lusíadas foi salvo do naufrágio aqui pela memória

sendo um poema da alma humana toda inteira

onde não falta a beleza feminina dita com dúctil esmero

nem a morte que reforma a nossa história

sequer o rumo inverso que nos toma a dianteira

 

K3 por fim agora é uma exortação à alma Portuguesa

é um poema que inspira a alma na mudança

uma leitura necessária para que a paz não se esmoreça

que varre do horizonte o estigma da tristeza

e nos incita a não temer dar vida à nova esperança

que o poeta quer que o mundo não esqueça

 

autor: jrg

16
Abr11

ESCRITOS À MARGEM DA GUERRA!...II EM FILA INDIANA CONTRA A FOME!...

romanesco

 

 

 

foto tirada da net no blog VERDE GAIO fotos

 

 

 

ESCRITOS À MARGEM DA GUERRA...II
EM FILA INDIANA...CONTRA A FOME!...

(para Kalibo...com amor!...)
{#emotions_dlg.bouquete}

para quem não sabe ou ainda não sabia
esta fila de meninos tão ordeira
no silêncio que queimava a ansiedade
não era para ir à escola ganhar sabedoria
nem para ser figura duma brincadeira
onde os corpos nus ganhassem notoriedade

as latas na mão marmitas improvisadas
os olhares fixos no ente pró-seguinte
olhem bem são gente como nós confiantes
barrigas salientes tão de carências inchadas
olhos no chão como soa o ser pedinte
aguardam a partilha dos restos expectantes

para quem não sabe ou ainda não sabia
a guerra toda a guerra é um insulto à humanidade
a comida sendo farta era mal confeccionada
na divisão da rês ao soldado o que cabia
eram vísceras a gordura e sopa sem qualidade
os restos eram doados a troco de louça lavada

nesta fila tão tanto expressiva de crianças
que aguardam serenamente por restos de comida
há um esgar de esperança nos gestos da soldadesca
e promessas doutras trocas que se cruzam nas andanças
já de alma comprada pela barriga corrompida
prometem trazer galinha à noite por ser mais fresca

para quem não sabe ou ainda não sabia
há quem lute e desespere no meio de tanta indiferença
hoje como há mil anos sem pausa para descansar
ante a santa hipocrisia dos cristãos que lá havia
esta fila de crianças é de FOME reza a sentença
de COMIDA de PRAZER mas também do verbo AMAR

autor: jrg

12
Abr11

O MELHOR JOGADOR DO MUNDO!!!

romanesco

O MELHOR DO MUNDO

{#emotions_dlg.blueflower}


quando um sonho de menino
nasce em ilha esquecida
rompe o caminho estreitinho
e renasce noutra vida

quando um sonho se agiganta
vence a barreira do mar
se faz ao mundo nele espanta
na magia de encantar

quando um sonho é a vontade
dentro do homem a sonhar
nasce inveja gula à saciedade
querem vê-lo a naufragar

quando um sonho vem d'alma
não há poder que perturbe
vencedor o mundo o aclama
por maior que seja a urbe

quando um sonho é tão forte
visto em país pequenino
todos querem ser dele o norte
homem rico tão menino

quando um sonho a tantos aproveita
o risco é grande o mar profundo
na ilha há sempre alguém que espreita
o fim do sonho do melhor do mundo

quando um sonho já é realidade
só resta aos demais a indiferença
que dotam a mentira da verdade
cansados de ditar sua sentença

quando um sonho cresce e já não cabe
nem na ilha nem no continente
calam-se as vozes de quem sonhar não sabe
e segue o crescimento permanente

autor jrg

31
Mar11

VIOLÊNCIA!!! nãoooooooooooo!!!

romanesco

 

 

 

foto tirada da net

 

 


{#emotions_dlg.bouquete}

 

 


vejo o teu rosto triste cansado
a pele ainda em si tão nova já envelhecida
o olhar fixo no chão rastejado
o sorriso  agonizante na tua boca escondida

vejo o teu corpo mártir de mulher
desde criança da vil fraqueza violentado
por homens frustrados sem saber
o crime horrendo que em ti foi praticado

vejo a tua alma refém da violência
porque és mãe e foi no teu ventre que geraste
os filhos que te rasgam a consciência
não permitem que te libertes de tal traste

vejo no fundo da alma a força inteira
à espera dum rasgo de coragem num lampejo
que te permita tomar à vida a dianteira
saindo desse atoleiro de viver onde te abreijo

nenhum homem tem qualquer direito
de bater ou submeter a mente de uma mulher
que sendo mãe do mundo por sorte ou por defeito
respira a vida toda vergada sem querer

nenhuma lei humana é bem medida
se não cuida da intenção na prática continuada
ao permitir que a vitima seja vencida
por coacção subtil e violência disfarçada

casar não é comprar por mercadoria
nem há lugar para proteger ou omitir o salafrário
a honra é invenção do homem sem sabedoria
exorto toda a mulher a libertar o seu contrário

autor: jrg

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