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BIOCRÓNICAS

CRIAR BIOGRAFIAS OU CRÓNICAS ROMANCEADAS DE PESSOAS OU EMPRESAS

BIOCRÓNICAS

CRIAR BIOGRAFIAS OU CRÓNICAS ROMANCEADAS DE PESSOAS OU EMPRESAS

19
Ago12

ATIRO PEDRAS AOS MEDOS!!!

romanesco


*
ATIRO PEDRAS AOS MEDOS
*
atiro pedras ao pensamento
como quem atira pedrinhas ao lago
nem círculos ou movimento
d'ideias enviadas com o porte pago
*
a expectação erótica dos nenúfares
onde uma borboleta sensual
poisa e toca ao de leve seus amores
fecundando na orgia o ritual
*
atiro palavras como sendo pedras
silvos agudos na madrugada
palavras doces com garras de feras
vão pelos sonhos noite calada
abelhas listadas de negro e amarelo
adejam sobre róseas flores
movimento circular onde me espero
à saída duma ideia rumores
*
atiro amor pela minha alma aflita
vejo-o surgir com a resposta
ali todos dormem acolá alguém grita
o amor naufragou deu à costa
*
mantenho ilesa a minha inquietude
de outro modo adormecia
às portas da esperança e da virtude
que o lago espelha fantasia
*
atiro pedras seixos rudes burilados
que fazem flop ao mergulhar
brincadeiras de meninos jubilados
na arte de crescer a perguntar
*
respiro fundo o pensamento vazio
de olhos na doce libelinha
não vale a pena esperar pelo gentio
preso a quem o espezinha
*
atiro pedras com ideias aos medos
e nem assim me amansa
o desejo de saber os seus segredos
que tiram alma à confiança
***
jrg
04
Ago12

A PRAIA MEU FASCÍNIO DE MENINO!

romanesco
Costa de Caparica-Praia-imagem pública tirada da net
**

A PRAIA MEU FASCÍNIO DE MENINO

***
a praia é um fascínio
com brilhos de sol salpicando a água
tão grande
e os dedos tão pequeninos
que coam a areia macia
vêem-me ao longe e correm
os pés a tropeçarem
fugindo do fogo que escalda
os olhos rutilando
os gritos as palavras arfantes
atropelando-se
*
_avô...chegaste!
*
a ver quem é primeiro no abraço
ela tão airosa e bela
e ele encantador de seus sorrisos
a par do sol brilhante
mostram-me os bolos e castelos
as covas os montes
as conchas que gandaiaram
que formam enfeites 
de construções imaginárias
sereias de fantasia
fornos palácios estradas erradias
*
_avô vamos ao banho!
*
de mãos dadas lá vamos
chapinhar nas ondas mansas
mergulham saltam 
riem e caem pelas partidas do mar
correm as ondas
aprendem segredos da vista escondidos
tão contentes
meus meninos genes memórias
da minha infância
que já julgava perdida na demência
do tempo esquecida
*
_meninos vamos!
*
é sempre só mais um bocadinho
tempo de olhar o movimento
que a água em remoinho desequilibra
mais além lá fora
há correntes que se cruzam
e  ventos partidos
saliências de areias revolvidas
forças iónicas
no vai e vem do cheiro a maresia
que por magia nos arrastam
se não olharmos o mar com sabedoria
*
_avô...aqui há tubarões...neste mar teu?
*
não!..digo e acrescento
só coisas mortas conchas espectros
de antigas vidas que havia
não há nada nem aqui nem além
porque o mar também se recicla e descansa
da rapina humana
aqui temos a água ainda cristalina
franzem os olhos
e as areias enxertadas das arribas
onde as conchas
quase fósseis ainda mexem na memória
*
autor: jrg
01
Ago12

VIOLAÇÃO I...

romanesco

o estupro de Edgar Dega-Paris
**
VIOLAÇÃO I
**//**
vem
o teu irmão está mal
e ela foi
porque amava aquele bem
sem saber que era a sal
o doce sabor do que lhe dói
*
eram tantos
no chão alucinado o mano querido
deram-lhe um sumo
que a boca lhe secava pelos cantos
e logo sentiu o chão fugindo
perdido o norte e já sem rumo
*
sentiu as mãos suadas
o cheiro afrodisíaco
rasgando a roupa que a cobria
as mamas apertadas
os olhos desfocados dum maníaco
vozes longe sufocada agonia
*
na bruma o movimento
dos dedos rasgando
o sexo o ânus a intimidade protegida
sem nada que activasse o pensamento
de mão em mão levitando
perfurada pela besta humana desvalida
*
quando acordou
havia na poeira do silêncio um vácuo
olhou-se despida e sentiu asco
o sexo dorido e sangue e esperma vomitou
a memória enxovalhada num recuo
vestiu os trapos arrastou o mano até ao tasco
*
pediu transporte
já em casa tomou banho entre lágrimas
e horrores a cada toque
desvirginada assim antes a morte
calou perante os outros fechou algemas
levando tanta raiva a reboque
*
a água corria
tépida sobre o cheiro pestilento
uma duas vezes talvez mais
e o cheiro da memória não saía
causando tanto sofrimento
na alma adolescente onde os sinais
*
deixavam marcas
indeléveis que nenhum tempo apagaria
abriu um hiato no tempo
às vezes queimam as memórias como farpas
quanta doçura daria
se fosse lavada pelo vento
autor: jrg
29
Jul12

TODAS AS MANHÃS

romanesco

 

imagem pública tirada da net

*

TODAS AS MANHÃS
**
todas as manhãs
ao acordar
primeiro a refeição do dia
o cheiro das maçãs
o sonho ainda intacto a vacilar
o pensamento em poesia
*
depois a azáfama o ritual
o banho a imagem
o sorriso ao espelho a disfarçar
o toque d'alegria visual
a magia das palavras a coragem
de me desassossegar
*
gosto de tudo em que me faço
e fiz-me de tanta coisa
de amor mágoa sorte ou azar
tantas vezes o estilhaço
transforma a dor que mata e poisa
onde me dói a gozar
*
sou fruto maduro de mulher
feito de sangue e fel
nem raiva nem ódio mas indignado
pelo domínio da matéria sobre o ser
um frémito de não ser à flor da pele
faz-me andar quando parado
*
todas as manhãs digo bom dia
à morte acocorada
e faço a vida romper pela negra esperança
nem deus nem pátria sou de fantasia
abraço o medo lavo a tristeza envergonhada
recuso ser mais que uma criança
*
por isso me rio da intempérie
feita de gente medonha
que se diverte à espreita da minha morte
se masturbando em série
enquanto a alma de poeta sonha
saltar sobre o abismo à sorte
*
todas as manhãs viaja o pensamento
seguindo as leis da natureza
despoluo o mar ateio fogo à consciência
liberto das grilhetas o vento
a terra resplandece ao sol sua beleza
não há tempo de parar a sonolência
*
fogo!!!faço as palavras resistirem
numa união de facto
com a virtude do belo amanhecer
cobardes as palavras que fugirem
por uma nesga ou hiato
antes da liberdade acontecer

autor: jrg

08
Jul12

A IDEIA EM MOVIMENTO

romanesco
imagem pública tirada da net
**
A IDEIA EM MOVIMENTO
***
vai feliz a menina
vestida de fantasia
no sonho em que feminina
a estrela d'alva aparecia
*
como a dançar se diverte
entoando a melodia
cor de fogo a luz reverte
num sorriso a poesia
*
não toquem nessa gaiata
tem a MÁTRIA na ideia
partilha amor e desata
os fios que apertam a teia
*
cessem os horrores
de mentes agrilhoadas
não tem a menina temores
d'ideias com sangue manchadas
*
vai bela e sorridente
veste as cores do arco-íris
repõe a esperança na gente
altiva de seu nariz
*
quem és? sou cada um de vós
na voz doce qu'ela tem
sopram ventos rangem mós
menina mulher e mãe
*
não toquem nessa garota
é minha é de quem a quiser
não é de usar é de amor que brota
alma pura de mulher
*
jrg
30
Jun12

O POETA PODE SER...

romanesco
imagem pública tirada da net
*
O POETA PODE SER
*
o poeta pode ser
um fingidor
como diz Pessoa
amar escarnecer
odiar até o próprio amor
ou rugir sobre Lisboa
*
o poeta pode até
ser vingador
da tristeza  de não ser
ou vingativo da ralé
a trepar p'la própria dor
esperança de viver
*
o poeta pode sonhar
tão vã a glória
sentado no meio dos deuses
beber dos óleos e achar
que os mitos cantam vitória
tecendo teias soezes
*
o poeta pode parar
suster a pena
dizer não à violência
abjecto desesperar
construir ode obscena
defecar na consciência
*
o que o poeta não pode
é emigrar a razão
sustento de humanidade
quando a alma nele explode
jorrando do coração
o sangue da liberdade
*
o que o poeta não pode
é fingir que é verdade
o seu sentimento de amor
quem sente a alma sacode
mentira ou leviandade
por queixa de tão falsa dor
*
o que o poeta não pode
é omitir a loucura
de pensar além da morte
sendo o louco que acode
até na mentira mais pura
à verdade que o suporte
*
jrg
25
Jun12

MAIS POVO E MENOS LIXO...

romanesco
imagem pública tirada da net
**
MAIS POVO E MENOS LIXO
***
nada mais é de verdade
depois de tanta mentira
vivemos da caridade
daquele que mais nos tira
*
alguém pode acreditar
que um povo faça riqueza
sabendo que lha vão roubar
com insensível dureza?
*
somos um povo bastardo
perdido da nossa origem
varremos os bons a petardo
a ver se os maus nos corrigem
*
corre pelo mundo uma história
de portugas amansados
por astutos sem memória
que escondem verdade aos roubados
*
passados novecentos anos
de revoltas sobram mitos
Maria da Fonte fez danos
e Bordalo criou manguitos
*
saem ufanos atrás da tropa
ou quando nada mais resta
iniciativa própria puf! que droga...
se a tomam é para a festa
*
não penso que seja o fado
a melancólica canção
que traz um povo cansado
sem alma nem dimensão
*
fomos celtas árabes marranos
galegos de religião e touradas
futebol e outros enredos humanos
com nervuras adulteradas
*
à força quase empurrados
passam a sábios doutores
corrompidos pelo ter aprisionados
voltaram a ser pastores
*
pelo meio ficam protestos
gritos de indignação
roubos de estado grotescos
a soldo da constituição
*
um povo assim tão rude obsoleto
já não se usa em sociedade
ainda que encapado em douto lhe falta o repto
que todo o ser livre faz à liberdade
*
se ao menos o tempo parasse
a tempo de tudo inverter
dando tempo a que surgisse
uma ideia a defender
*
fica a fama ultra-liberal
de ser povo gastador
quem construiu Portugal
foi coelho o caçador
*
somos um povo castrado
por anos de servidão
a procurar sempre do lado
contrário ao coração
*
querem-nos normalizados
aptos para exportação
achamos graça coitados
haja quem nos dê a mão
*
que fazer perante tal tragédia
sem alma não há movimento
triste drama o da comédia
que nos corta o pensamento
*
não há tempo para a glória
de sermos um povo amestrado
que evita o confronto da história
por impotência sagrado
*
há gente que pensa diferente
até pelo mundo inteiro
ser Português é ser gente
ouçam quem sente primeiro
*
de palavra na lapela
razão ao peito por entendimento
nem pátria nem capela
livre luz ao puro pensamento
*
se para tal for preciso
façamos sem rodeios a revolução
paramos Portugal com um sorriso
de corpo e alma livres da prisão
*
libertemos as crianças do marasmo
de serem o oásis no deserto
um povo que não ri morre de pasmo
um novo humanismo está por perto
*
deste povo nem posso não ser
por isso me inquieto
planto flores na esperança de nascer
a alma feminina que poeto
*
autor: jrg
23
Jun12

DO OUTRO LADO DA VIDA...Convite lançamento Colectânea "CORDA BAMBA"

romanesco

foto de pastelaria estudios editora

*

 

DO OUTRO LADO DA VIDA…


*
Era tão de noite, alta madrugada e vieste, silenciosa como um felino, de manso caminhar por entre escombros, ruínas, da velha cidade adormecida. Tu e eu, num recanto da rua mal iluminada.
Os teus olhos ainda grandes, mal me olham, assustados. A pele do rosto descuidada e manchada pelo cisco das poeiras adejantes, sobre os antros onde te arrastas. Magra, diria escanzelada, enferma de carinhos e de ambição.
O sistema traiu-te e tu trais o sistema. Pagar na mesma moeda. Dente por dente. Sem olhar atrás nem para a frente nebulosa do caminho. Para ti, chegaste ao termo da etapa que para outros ainda é tão curta
Amparas-te no meu braço enquanto caminhamos lado a lado como dois amantes estranhos que tivessem combinado encontrar-se a esta hora, no momento estremo em que deambulavas na ânsia de encontrar algo, alguém que te bastasse o consumo da tragédia que já és.
Penso-te...que faço eu a teu lado? Do lado de fora de ti mulher…apenas te olhando no íntimo da tua ansiedade. 
Deixo-te sentada no carro e volto à porta do bar. Não ao Bar. Apenas a porta, onde um tipo de assobio saltitante, a barba indigente, puxa fumaças agressivas de uma espécie de cigarro.
Compro três tomas do produto que me indicaste e regresso ao carro em passos decididos. Tenho pressa.
Estás inclinada para a frente e uma humidade indecisa a bailar-te, escorrendo dos lábios entreabertos. Caíste sobre o banco. Tremes de alucinações. Balbucias palavras inteligíveis. Arranco com o carro, tenho pressa, enquanto preparas o produto e o injectas numa das veias disponíveis, sob o meu olhar de soslaio.

...

 
Not
a:

excerto do texto de minha autoria, uma pitada do recheio que envolve esta iguaria de emoções...reservem já o vosso exemplar...com a dinâmica da editora...a edição esgota-se num ápice...jrg

13
Jun12

PACEMAKER...

romanesco
imagem pública de Adriana Franciosi,BD 2 jpg
***
PACEMAKER...
*
dormimos em camas separadas
em dois quartos pequeninos
levo-te mimos na ponta dos lábios
o pequeno almoço na bandeja
e sorrisos palavras animadas olhares de fogo
reparo no teu ar cansada
esforço-me por manter a casa limpa
trato da gata lavo a cozinha
retiro a loiça já lavada
enfio a roupa suja lavo o corredor 
arejo os quartos entre beijos
retiro a carne ou peixe para descongelar
numa pausa crio um poema
e logo volto à roupa para a estender
toca o telefone amigos... filhos...
faço a cama de lavado e mimo-te de novo
limpo o fogão o lava loiça
registo um pensamento desabrido
lavo os sanitários
acorro ao teu chamar em desalento
animo-te em breve estás melhor
e conto uma história nossa de antigamente
salgo o peixe ao de leve
descasco batatas cenouras e penso
quanto trabalho mulher
já o peixe grelha e a batata ferve
coloco os grelos ponho a mesa
preparo tudo na salva de plástico com esmero
e levo-te onde descansas
falas-me das notícias torpes e mentiras
enquanto descasco a fruta
faço um café para mim e olho o ninho na parede
já terá tido os filhotes?
ouço trinados e vultos d'áves em voos rasantes
depois arrumo a louça
um toque mais as migalhas apanho a roupa 
e vou-me à escrita
entre versos comentários e respostas
desço e levo-te um beijo
até que a noite venha e o jantar te apronte
meu amor mulher
autor: jrg
26
Mai12

FLORBELA...NATÁLIA...SOFIA...

romanesco
*
FLORBELA...NATÁLIA...SOFIA...
***
Florbela Natália Sofia
tão maiores que não chega o pensamento
estranho mundo as esqueceu
nas efemérides apressadas de um só dia
mulheres à frente do acontecimento
poetisas do amor nas noites frias de breu
tanto de mim nelas havia
*
Florbela Espanca a grandeza
de poemas e sonetos o pensar a ousadia
de sendo mulher se libertar
do jugo másculo a milenar vil tibieza
soltando asas libertando poesia
amante insubmissa tão de tanto se sonhar
na ampla planície a natureza
*
Natália na ilha dos amores
ninfa plena infinita de atitude feminina
a poetar se consagrou à vida
cantou a MÁTRIA ou mãe entre flores
amante sensual e libertina
confrontando o tempo adverso sem medida
mulher sem medo e sem favores
*
Sofia a arte meu encanto
do ser mulher e mãe de tanta boa gente
a melodia ou lisura do mar
onde o poema se branqueia em riso e pranto
e a alma manifesta o que mais sente
uma mulher que de tão grande eu ouso olhar
escondido na sombra do seu manto
*
Sofia Natália Florbela
depois delas o mundo masculino estremeceu
não se é dono de nada nem de ninguém
o meu corpo é a minha emoção e eu sou nela
o ser que se liberta porque amanheceu
onde todos os dias se celebra a "deusa" e mãe
bem-vindas ao lugar da janela
autor: jrg

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