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BIOCRÓNICAS

CRIAR BIOGRAFIAS OU CRÓNICAS ROMANCEADAS DE PESSOAS OU EMPRESAS

BIOCRÓNICAS

CRIAR BIOGRAFIAS OU CRÓNICAS ROMANCEADAS DE PESSOAS OU EMPRESAS

01
Dez09

REMOS SÃO RUMOS DA VIDA

romanesco

os remos que impelem o bote

tão passivos quando inertes

não têm vida nem morte

são o rumo que lhes impeles

 

são força de vontades e mestria

de homens tenazes de mãos rudes

são memórias de barbatanas que havia

num tempo ainda antes dos Mamutes

 

mergulham na água mansa do rio

motores possantes ou indolentes

aquecem a alma do agreste frio

traçam rotas cortam correntes

 

lembro os remos das galés

e outros bem mais recentes

castas de nobres e das ralés

condenados sem apelo ou inocentes

 

ou numa família feliz

num dos lagos da cidade

o remo nas mãos de um petiz

que me lembra outra idade

 

autor: JRG

28
Nov09

GOSTAR DE MIM MULHER!...

romanesco

 

 

 

 

imagem pública tirada da net

*

 

GOSTAR DE MIM MULHER!...

*

gostar de mim mulher

é olhar-me no espelho pela manhã

serena ou com raiva dizer

não há rosto mais belo em mente sã

ainda que se note sombra ou pé de galinha

ou um olhar baço entristecido

gritar que não há cara mais linda que a minha

e sorrir para o coração embevecido

 

É vestir a alma dum poema

que exalte expondo o brilho nela escondido

que solte do pulso a falsa algema

e projecte a confiança em bom sentido

 

É deixar-se inundar de tanta alegria

olhar o corpo de fora e dentro

sentir que não saber é sabedoria

para aprender em cada dia o som do vento

 

gostar de mim mulher é toda eu ser

dentro da coragem a ousadia

envolver no poema a esperança de viver

acordar a força na paz da poesia 

 

autor: JRG

 

21
Nov09

MEMÓRIAS DO HOMEM...

romanesco

lembro há milénios

quando chovia

a festa dos neurónios

as cores da floresta a euforia

 

lembro de olharmos o sol a lua

o céu estrelado

de a alma vaguear toda nua

da sesta após o repasto regalado

 

lembro os cheiros do Planeta

as queimadas naturais

a plumagem colorida das aves o cometa

que deixava um rasto mágico vendavais

 

lembro quando éramos

do belo a cercadura

escolhíamos pelo aroma não erramos

a fêmea que no cio nos emoldura

 

lembro de observar outras espécies

quando a cada uma cabia o seu lugar

como faziam ponte túneis face às intempéries

e se digladiavam pelo pão em luta salutar

 

lembro de aprender que humildade

se for fraqueza subserviente

é escravatura do homem rude pelo da cidade

e não traz a quem serve maior riqueza

 

lembro a descoberta

que o homem fez da razão pura

ao ver-se na solidão de alma aberta

e de como se achou na actual loucura

 

autor: JRG

24
Out09

NO REINO DE LIRA

romanesco
no reino de Lira
havia um jardim
e uma flor rara que ninguém vira
no reino de Lira cheira a jasmim
nas pétalas da ira
do meu frenesim
 
de lira em seu reino
há vistosas mil cores
pétalas aromadas de  perfume inteiro
de Lira em seu reino os  meus amores
perdido fiel jardineiro
num jardim sem flores
 
de Lira em reino seu
renasce a esperança
o vento espalhou nas plantas o gineceu
como o sémen de que brota uma criança
o jardim floriu floresceu
plantou na alma confiança
 
autor: JRG
 
15
Ago09

LUGARES DO MEDO

romanesco

subi contigo arfantes de mãos dadas
a íngreme montanha ao lugar do medo
era um sonho lindo belas madrugadas
de que não queríamos acordar cedo

sobre nós a lua fascinante d'oiro prateado
o perfume das urzes e flores campestres
cruzado com os odores do teu corpo suado
ruídos de silêncio de que somos mestres

somos fortes e justos porque temos medo?
porquê esta lassidão ou quebra de ousadia?
se somos capazes de desvendar o enredo
subir a montanha do medo sem cobardia

a brisa mansa aconchegava um novo dia
quando chegados ao cimo e nos beijámos as faces
os nossos corpos unidos num abraço se perdia
a dimensão dos medos e nos tornámos audazes

venho dizer-te que já não temos medo
nossa coragem venceu a tempestade medonha na maresia
o sonho ainda perdura e sigo além não retrocedo
quero viver contigo momentos sãos de alegria

 

quero ser dentro de ti e do sonho

aquele que te desfaz em gozo a melancolia

seja qual for o tempo  a posição em que me ponho

voltaremos a acreditar que seremos de nós um dia



autor: j.r.g.

03
Mai09

MÃE NA INFINITUDE DO SER MULHER

romanesco

era uma menina cresceu  adolescente

mimada até que ao ser mulher se despertou

entedeu que feminina era condição urgente

de ser do mundo inteiro a mãe que sempre amou

 

correu o mundo em devaneios de conhecimento

em África e na Arábia encontrou meninas mães violentadas

na Ásia e Oceania mães impedidas de ser da luz da vida um momento

na América mães superlativas sexys escancaradas

É na Europa que a mãe de tudo um pouco é tormento

mulher madura mãe de filho em cada continente sem alento

 

hoje tem dia de festa lembrete condecorações

esquecida a vilania do dia a dia pelos pães

falada na rádio na net e nas televisões

é tempo de ser tida como a mãe de todas as mães

 

autor: J.R.G.

 

 

 

 

 

 

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