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BIOCRÓNICAS

CRIAR BIOGRAFIAS OU CRÓNICAS ROMANCEADAS DE PESSOAS OU EMPRESAS

BIOCRÓNICAS

CRIAR BIOGRAFIAS OU CRÓNICAS ROMANCEADAS DE PESSOAS OU EMPRESAS

26
Set12

JÁ NÃO HÁ MOSCAS EM SETEMBRO !

romanesco

**
imagem pública tirada da net
**
em Setembro
eram comuns as moscas
miudinhas irritantes
atravessando até Outubro
portas abertas e toscas
zumbindo pela casa aviltantes
adejando em círculos como roscas
*
mas isso era no tempo
em que o Verão se decompunha em lixo
e a chuva tardava na limpeza
hoje o monturo é financeiro tocado a vento
em vez de moscas há um olhar fixo
sobre o que resta dum povo por riqueza
pousa no osso descarnado o seu sustento
*
quando as moscas invadiam
o reduto das vidas ainda sustentadas
fortificavam-se as janelas
ou polvilhadas com dum-dum no chão jaziam
as novas moscas são mais ladras
corpos sem alma nem luz nem estrelas
que resistem na merda que irradiam
autor: jrg
18
Set12

A ALMA DO AMOR!

romanesco

imagem pública tirada da net
**
A ALMA DO AMOR !
**
o amor é tão maior que a violência
mesmo quando cai ainda dói
na alma por mais feroz do agressor
onde não mora a consciência
que amar humanamente sempre foi
um acto coragem sobre a dor
*
o amor é tão maior que hipocrisia
por aquando batido ainda ri
sobre triste figura de seu opressor
assenta na memória fantasia
de quem não ama a começar em si
não pode amar alma d'amor
*
o amor é tão maior que a tortura
sendo ferido se transforma
em dor que ama a própria morte
que cicatriza na amargura
de não vencer da vida a norma
da perdição e do desnorte
que é amar a tudo de alma pura
jrg
12
Set12

ANTES PASTORES DA LUSITÂNIA QUE VITIMAS DESTA TIRANIA!!!

romanesco

esta imagem é da Líbia libertada
mas podia ser de Portugal
para mim os tiranos são iguais
em qualquer parte do mundo
inundemos Lisboa com a nossa indignação
***
ANTES PASTORES DA LUSITÂNIA
QUE VITIMAS DESTA TIRANIA!!!
*
havia uma muralha de silêncio
e um bafo quente no ar
quando a força de polícia veio
nenhuma palavra em vão
ou movimento fuga de criança
apenas todas as mãos
numa maré viva de esperança
criaram elos de corrente
os olhos fecharam-se abismos
de estrelas a cintilarem
apertados corpos nos sorrisos
a encherem o espaço
a vida que queremos para nós
*
como água de cheia convulsiva
ocupando cada centímetro
não havia lugar a movimento
becos ruas avenidas
pisados por vitimas do terror
inundados de maresia
fogo mar ventos de montanha
que uma força conduzia
era a alma Portuguesa à solta
a dizer não à ditadura
a libertar amor face à tortura
da dignidade humilhada
dia a dia por criminosa valia
*
e logo ali se deu a comunhão
unida a força armada
à Nação que a ideia libertava
era a Lusitânia a renascer
sitiando no covil a fera edace
só então o som da alma
rompeu medos sob esperança
a ecoar pelos ouvidos
gritando vivas à terra inteira
na livre consciência
de ser força maior que o tirano
*
autor: jrg
06
Set12

MINHA MÃE...MEU PAI!

romanesco


imagem pública tirada da net
*
MINHA MÃE...MEU PAI!
*
às vezes lembro
a figura destemida de meu pai
filho dum carroceiro
quando ternamente me carregava ao ombro
possante a trabalhar sem um ai
nem tempo para pensar o dia inteiro
desde que nasci era dezembro
*
outras com nostalgia
a imagem matriarca de minha mãe
o ar severo ou a doçura
com que denunciava a minha fantasia
de querer ser outro alguém
livre pensador contra a escravatura
usando como arma a poesia
*
meu pai pouco falava
armazenando no sono a energia
trabalhador portuário
no verão nem ao domingo descansava
saía cedo madrugada quase dia
a ver se o não comiam na contagem por otário
onde houvesse trabalho ele lá estava
*
minha mãe matriarcal
administrava a casa ela era a lei presente
ora acusadora ou defensora
conforme o dia amanhecesse no juncal
repartia a sopa o sermão a quente
marcava a disciplina e promovia a honra
que a cada um cabia no casal
*
às vezes caminhávamos calados
e eu queria dizer-lhe tantas coisas que aprendera
pai que a vida de trabalho não é fardo
que se dê a quem trabalha por uns trocados
que amar era bem mais do que rendera
o Domingo a palmilhar areia ardente bem suado
sem um tempo de pensar outros cuidados
*
outras discutiamos eu e ela
sobre a minha leviandade de comprar livros
se ao menos servissem para comer
não serás nada assim sem guia nem estrela
a escrever em vão sobre papiros
trabalha estuda arranja outra arte para fazer
e eu saía pela porta longe dela
*
meu pai o meu orgulho de ser
minha mãe o meu engulho de ir além do mar
comi dos livros sim vendidos a pataco
meu pai homem esforçado minha mãe mulher
quando a vida desviou meu caminhar
e me levou da alma tanto amor do elo fraco
mas eu venci meus pais por tanto ler
autor: jrg

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