Sexta-feira, 01 de Janeiro De 2016

BRINDO A UM ANO DE CONSCIÊNCIA HUMANA!

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BRINDO A UM ANO DE CONSCIÊNCIA HUMANA!
JOÃO RAIMUNDO GONÇALVES·DOMINGO, 27 DE DEZEMBRO DE 2015238 leituras

A todas as minhas amigas...a todos os meus amigos atiro palavras ao tempo, angustiado pela desumanidade das relações humanas, entre famílias, entre grupos, comunidades e estados...penso MÁTRIA...exorto a consciência feminina para que se faça luz...a luz diáfana do amor...do humanismo...para que 2016 nos faça pensar um novo sistema de organização da vida...que 2016 nos iniba de ter medo...o medo de perder privilégios...o medo de não ter...ter...ter...que 2016 nos permita a veleidade de sermos mais humanos...intransigentes para com a desumanidade...que 2016 nos permita sermos mais racionais...usando a inteligência para nos desenvolvermos enquanto espécie livre de todos os preconceitos que as normas e as religiões, ao longo de milénios, nos impuseram como sacras...
jrg
dedico-vos estas palavras que alinhei em jeito de poema:

 

publicado por romanesco às 19:41
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Sábado, 24 de Agosto De 2013

A ARTE DA LINGUAGEM POÉTICA E O CAOS!



meu sonho de ser poeta...

*

A ARTE DA LINGUAGEM POÉTICA E O CAOS!


**


o poema é

uma partícula de poesia

em construção

se tiver rima que sustente a fé

ergue-se na fantasia

de ser um monumento à abstracção

*

o verso é

o arcaboiço in do poema

na sua evolução

que marca o ritmo à melodia em rodapé

na sílaba sem algema

recheado pelo vigor da emoção

*

a poesia é

a palavra emotiva em movimento

num toque cristalino

corrente de fonemas vindos do sopé

numa espiral de tempo

que se alimenta do belo e do feminino

*

a lírica a tragédia

a farsa o drama a ode e o soneto

a sílaba tónica e a poética

a musa encanto do poeta à vezes arredia

a pena feita dum graveto

conjugando o verbo e o sujeito à ética

*

a arte maior de dizer

marcando o som e o tom da circunstância

a expressão do corpo a sinalética

que há em cada verso inverso ao poder

que abomina a fragrância

exalada pela rima que foge à sua métrica

*

eis o que sinto sendo

a expressão de comunicar tão sem segredo

o enigma da alma humana

racionalizando a emoção escrevo dizendo

que a poesia não tem medo

se fala com verdade à mente insana

*

falar d'amor sensualidade

da insurreição da alma em pensamento

do belo que há na natureza

cantando o homem e a mulher sem idade

dentro dum meio em linchamento

cuidando de salvar o que exista de beleza

*

que ninguém diga "não sabia"

da morte do amor às mãos tirânicas

sendo a morte irreversível

amar é tudo o que o poema diz à poesia

mesmo que sejam lunáticas

as rimas que amam até o impossível

*

o que é ser poetisa

ou se quiserem no limite do tempo ser poeta

um superego ou fanatismo

cheirando a mar e vento ou simples brisa

que a palavra embala ou inquieta

se não for a força que nos tira do abismo

*

há forma mais bela de morrer

que embrulhado em pétalas de pura poesia

há! é honrar a arte de pensar

e estar na frente de combate que é dizer

pintando de verdade a fantasia

dos que não querem ver o mundo a definhar

**

jrg
sinto-me: céptico
música: NE ME QUITTE PAS - Jacques Brel
publicado por romanesco às 23:30
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Sábado, 30 de Junho De 2012

O POETA PODE SER...





imagem pública tirada da net


*

O POETA PODE SER

*

o poeta pode ser

um fingidor

como diz Pessoa

amar escarnecer

odiar até o próprio amor

ou rugir sobre Lisboa

*

o poeta pode até

ser vingador

da tristeza  de não ser

ou vingativo da ralé

a trepar p'la própria dor

esperança de viver

*

o poeta pode sonhar

tão vã a glória

sentado no meio dos deuses

beber dos óleos e achar

que os mitos cantam vitória

tecendo teias soezes

*

o poeta pode parar

suster a pena

dizer não à violência

abjecto desesperar

construir ode obscena

defecar na consciência

*

o que o poeta não pode

é emigrar a razão

sustento de humanidade

quando a alma nele explode

jorrando do coração

o sangue da liberdade

*

o que o poeta não pode

é fingir que é verdade

o seu sentimento de amor

quem sente a alma sacode

mentira ou leviandade

por queixa de tão falsa dor

*

o que o poeta não pode

é omitir a loucura

de pensar além da morte

sendo o louco que acode

até na mentira mais pura

à verdade que o suporte

*

jrg
sinto-me: aprendiz de poeta
música: SEGREIS de Lisboa
publicado por romanesco às 23:46
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Sábado, 26 de Maio De 2012

FLORBELA...NATÁLIA...SOFIA...












*


FLORBELA...NATÁLIA...SOFIA...

***

Florbela Natália Sofia

tão maiores que não chega o pensamento

estranho mundo as esqueceu

nas efemérides apressadas de um só dia

mulheres à frente do acontecimento

poetisas do amor nas noites frias de breu

tanto de mim nelas havia

*

Florbela Espanca a grandeza

de poemas e sonetos o pensar a ousadia

de sendo mulher se libertar

do jugo másculo a milenar vil tibieza

soltando asas libertando poesia

amante insubmissa tão de tanto se sonhar


na ampla planície a natureza

*

Natália na ilha dos amores

ninfa plena infinita de atitude feminina

a poetar se consagrou à vida

cantou a MÁTRIA ou mãe entre flores

amante sensual e libertina

confrontando o tempo adverso sem medida

mulher sem medo e sem favores

*

Sofia a arte meu encanto

do ser mulher e mãe de tanta boa gente

a melodia ou lisura do mar

onde o poema se branqueia em riso e pranto

e a alma manifesta o que mais sente

uma mulher que de tão grande eu ouso olhar

escondido na sombra do seu manto

*

Sofia Natália Florbela

depois delas o mundo masculino estremeceu

não se é dono de nada nem de ninguém

o meu corpo é a minha emoção e eu sou nela

o ser que se liberta porque amanheceu

onde todos os dias se celebra a "deusa" e mãe

bem-vindas ao lugar da janela


autor: jrg
sinto-me: romântico
música: Sagração da Primavera...
publicado por romanesco às 23:19
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Quinta-feira, 16 de Junho De 2011

ESCRITOS À MARGEM DA GUERRA !....ARMADILHAS !!!

«««///»»»
*
porque me escolhias
sempre eu e não um outro
eu que te dissera
sou pacifista
que me esforçava por sobreviver
à violência
nas entranhas da guerra
posto do lado de fora
pela consciência?...
*
no silêncio
apenas os mosquitos
a respiração suspensa
os fios de ligação
à espoleta de falsa segurança
as árvores milenares
e olhos de animais absurdos
espiando os movimentos
dos dedos em volta da granada
*
hoje penso
na similitude fantástica
dos que tecem a armadilha da noticia
o mesmo carácter desviante
o inimigo é o homem
os fios invisíveis que se ligam
que ferem e matam
quando despoletam a figura da bomba
feita de palavras
*
uma granada suspensa
dum lado e do outro do caminho
dissimuladas entre a folhagem
e um fio de morte por entre o restolho
de pétalas vencidas
o gesto preciso o coração em pausa
pé atrás retirar não tocar nada
ele agarra o fio... vai... diz
e segue-me de olhos fixos
*
ali fica a linha fatídica
à espera que nela tropecem
um homem uma mulher uma criança
saídos da sombra da floresta
confiantes da terra a sua que pisam
uma gazela um macaco
ouvia-se o estrondo no recato do quartel
iam ver
se era gazela traziam para comer
*
hoje penso
as palavras orquestradas
urdidas no enlace dos enredos
de caso forjados
no seio de interesses contraditórios
que visam eliminar os mais audazes
que lhes cruzam os caminhos
onde se aninham
medíocres sem chama nem brilho
*
porquê então eu
companheiro de tanta desventura
a pesar-me a consciência
a marcar-me como um ferrete indelével
a morte de alguém por indigência
minha tua
e tu dizias como se nada fosse
porque és calmo... só confio em ti
na ignóbil dimensão humana em que nos acho
*
autor: jrg
sinto-me: desconfortável
música: batuque africano
publicado por romanesco às 01:24
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Domingo, 05 de Junho De 2011

TODOS OS ANOS...OS ANOS !...

«««//»»»

lembro-me de quando fazia anos...
a magia no desembrulhar das surpresas...
as mãos tantas vezes vazias...
as palavras que limitavam os danos...
os olhares que apagavam tristezas...
a alma exuberante de fantasias...

*

lembro-me os dias de fazer anos...
os castelos de areia desfeitos no mar de maresia...
os sonhos de crescer em cada pesadelo...
a mente a estalar pelos desenganos...
as sobras dos anos que um outro fazia

os brinquedos de lata ou de pau singelo...

*

lembro-me de quando fazer anos
era uma marca efémera de ser menino
os doces a roupa estreada ser maior crescer
perdidas desculpas pelos erros humanos

és grande quase um homem e tão pequenino

trabalhar estudar deus pátria família a ceder

*

hoje por minha própria vontade
não quero fazer anos lembrar que cresci
sou apenas um momento breve de que guardo memória
para quem me sentiu sou mera saudade
do tempo a que me ajustei e nele me perdi

à deriva dos ventos à mercê dos ecos da história

*

porque todos os dias há uma efeméride
que assinala cada movimento na descoberta de existir
um manifesto de amor
sou sendo centro de gravitação dum asteroide
que me atrai de encontro às partículas do devir
adejando sobre sensuais pétalas de flor

*

jrg

sinto-me: corajoso
música: Mafalda Veiga
publicado por romanesco às 17:51
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Segunda-feira, 02 de Maio De 2011

ABRIGO-ME !...


abrigo-me na tua alma poesia
onde de amor me sustentas
não no teu corpo que me repudia
quando a ti própria afuguentas

abrigo-me na tua alma poderosa
frágil na dor que me tortura
ao suportar esta vida monstruosa
que tira do amor sua ternura

abrigo-me na tua alma secreta
faminto sequioso de esperança
não que me assuste a noite preta
mas sim este viver sem confiança

abrigo-me na tua alma nua
vestido de versos sob as estrelas
nos dias em que o poder da lua
me comprime as fontanelas

abrigo-me na tua alma adúltera
que se mistura doce no dueto
nada em mim de ti em ti se altera
quando um verso noutro meto

abrigo-me na tua alma sedutora
que me traz a paz e o amor
quando da minha emana criadora
a alma de poeta e sedutor


jrg

sinto-me: abrigado
publicado por romanesco às 00:37
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Quinta-feira, 21 de Abril De 2011

PARABÉNS NUNO DEMPSTER..por K3!!!...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Parabéns Nuno Dempster

 

 

***

K3 é uma narrativa épica

uma evidência do homem amesquinhado

Um poema contra a intransigência

é um poema com alma dentro d’alma poética

que sublima o equilibrio postulado

e se apega como lapa à nossa consciência

 

K3 é poesia do amor e da esperança

ainda que a morte desta seja no homem subjacente

Porque é poesia das entranhas visceral

regurgita memórias da memória fantasias de criança

na unidade do homem com o seu inconsciente

traz no acontecido um apelo à mudança Universal

 

 

K3 é em cada verso cantante uma epopeia

dum povo ingénuo e subserviente a estulta sina

 que aprofunda a alma da nossa dimensão

de sermos capazes de tecer fora honrosa a teia

sendo no nosso seio quem mais se omina

por onde jorra o sangue inútil em dispersão

 

K3 são cinquenta e seis páginas dum poema

onde se diz da alma inteira Lusitana

são vinte e cinco minutos de leitura emotiva

no fim solta-se do algoz a torpe algema

e nasce por magia um povo novo da alma insana

onde mergulhara a esperança ainda viva

 

K3 ah se fosse lido por um milhão

nem por mais nem por menos a tanto monta

dez por cento de gente iluminada

não já pelo canto que exacerba a grei na ilusão

tão pouco pela elegia  que nos condena quando nos afronta

mas pela descoberta do valor de nós em ele achada

 

K3 é um bote face ao galeão de Homero

como os Lusíadas foi salvo do naufrágio aqui pela memória

sendo um poema da alma humana toda inteira

onde não falta a beleza feminina dita com dúctil esmero

nem a morte que reforma a nossa história

sequer o rumo inverso que nos toma a dianteira

 

K3 por fim agora é uma exortação à alma Portuguesa

é um poema que inspira a alma na mudança

uma leitura necessária para que a paz não se esmoreça

que varre do horizonte o estigma da tristeza

e nos incita a não temer dar vida à nova esperança

que o poeta quer que o mundo não esqueça

 

autor: jrg

sinto-me: encantado
música: Heróicas
publicado por romanesco às 02:00
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Sábado, 16 de Abril De 2011

ESCRITOS À MARGEM DA GUERRA!...II EM FILA INDIANA CONTRA A FOME!...

 

 

 

foto tirada da net no blog VERDE GAIO fotos

 

 

 

ESCRITOS À MARGEM DA GUERRA...II
EM FILA INDIANA...CONTRA A FOME!...

(para Kalibo...com amor!...)
{#emotions_dlg.bouquete}

para quem não sabe ou ainda não sabia
esta fila de meninos tão ordeira
no silêncio que queimava a ansiedade
não era para ir à escola ganhar sabedoria
nem para ser figura duma brincadeira
onde os corpos nus ganhassem notoriedade

as latas na mão marmitas improvisadas
os olhares fixos no ente pró-seguinte
olhem bem são gente como nós confiantes
barrigas salientes tão de carências inchadas
olhos no chão como soa o ser pedinte
aguardam a partilha dos restos expectantes

para quem não sabe ou ainda não sabia
a guerra toda a guerra é um insulto à humanidade
a comida sendo farta era mal confeccionada
na divisão da rês ao soldado o que cabia
eram vísceras a gordura e sopa sem qualidade
os restos eram doados a troco de louça lavada

nesta fila tão tanto expressiva de crianças
que aguardam serenamente por restos de comida
há um esgar de esperança nos gestos da soldadesca
e promessas doutras trocas que se cruzam nas andanças
já de alma comprada pela barriga corrompida
prometem trazer galinha à noite por ser mais fresca

para quem não sabe ou ainda não sabia
há quem lute e desespere no meio de tanta indiferença
hoje como há mil anos sem pausa para descansar
ante a santa hipocrisia dos cristãos que lá havia
esta fila de crianças é de FOME reza a sentença
de COMIDA de PRAZER mas também do verbo AMAR

autor: jrg

sinto-me: agoniado
música: batuque e canticos Africanos
publicado por romanesco às 17:57
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Terça-feira, 12 de Abril De 2011

O MELHOR JOGADOR DO MUNDO!!!

O MELHOR DO MUNDO

{#emotions_dlg.blueflower}


quando um sonho de menino
nasce em ilha esquecida
rompe o caminho estreitinho
e renasce noutra vida

quando um sonho se agiganta
vence a barreira do mar
se faz ao mundo nele espanta
na magia de encantar

quando um sonho é a vontade
dentro do homem a sonhar
nasce inveja gula à saciedade
querem vê-lo a naufragar

quando um sonho vem d'alma
não há poder que perturbe
vencedor o mundo o aclama
por maior que seja a urbe

quando um sonho é tão forte
visto em país pequenino
todos querem ser dele o norte
homem rico tão menino

quando um sonho a tantos aproveita
o risco é grande o mar profundo
na ilha há sempre alguém que espreita
o fim do sonho do melhor do mundo

quando um sonho já é realidade
só resta aos demais a indiferença
que dotam a mentira da verdade
cansados de ditar sua sentença

quando um sonho cresce e já não cabe
nem na ilha nem no continente
calam-se as vozes de quem sonhar não sabe
e segue o crescimento permanente

autor jrg

sinto-me: admirador
música: hino nacional
publicado por romanesco às 00:30
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