Sexta-feira, 18 de Março De 2011

PARKINSON...A POESIA E O POETA!...

 

 

 

 

 

para o Rogério Martins Simões...com amor

 

***

 

Nasce tão tanto inocente a criatura
E logo ao nascer nela renasce
Em cada célula por maldade ou por ventura
Um estigma genético sobre a catarse

Se alguém assim gerado ao renascer
Não escolhe ser da poesia na alma um portador
Porque teima o corpo em vão sofrer
Quando no auge da criação um poeta é só amor


Sorrateira vem tão de repente
A tomar conta no corpo do movimento
Procura nos neurónios eminente
A prontidão da alma que eleva o pensamento

Não se sabe quem é de onde vem
Nem se reconhece remédio ou valimento
Apenas que atinge o homem pai ou mãe
E nele solta atroz o sofrimento

Deram-lhe o nome sonante de Parkinson
Que lentamente tolhe a motricidade
Come neurónios e na palavra toma o som
Estremece no corpo inteiro a vontade

Não se compadece com a erosão
Que na vontade de cansaço provoca o desalento
Só a força indómita dentro da razão
Friamente composta de “amor e dor” é provimento

Meus olhos brilham estrelas rutilantes
Ao sentir a energia do poema à volta e dentro do poeta
Resistente da esperança luz de efeitos brilhantes
Que almeja na Parkinson ser profeta

Cansado o poeta acena à indiferença
Com que ela avança segura e célere em prontidão
Recusa pelo verso ser dela a sentença
E lança a poesia além da alma pelo coração

Eleita deste modo profícua a poesia
Assume o homem nela uma nova e alta dimensão
Reduz toda a doença à mera fantasia
Ao ser em cada verso antídoto à sua evolução

Autor: jrg

sinto-me: admirador
música: Vejam Bem...de José Afonso
publicado por romanesco às 00:27
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Sábado, 05 de Fevereiro De 2011

ROGÉRIO MARTINS SIMÕES...POETA DA ALMA...

 

rogério martins simões


olho no teu rosto a esperança

segredo dum homem que se deu conta

toda tempestade traz bonança

ainda que instante breve tanto monta

*
olho no teu rosto a firmeza

olhos leais lábios expressivos da vontade

que por mais afoita seja a tristeza

na tua alma regurgita eterna a liberdade

*

olho palavras transpiram poesia

tão de tanto amor serenas nas memórias

por mais que o temporal seja de maresia

ergues na alma a força das vitórias

*
olho amor sem espera duma mulher

aroma que ameniza dor num homem irreverente

nem a Parkinson vence quando quer

nem a epilepsia anula a coragem que a alma sente

*
olho o encanto de versos que seduzem

o incitamento à coragem humana de tudo vencer

vida possuída de estrelas que reluzem

e que atraem mundos ansiosos por te conhecer

*
olho o homem de memória inteira

o poeta que encanta e maravilha a fantasia

de forma brilhante à doença toma dianteira

que viva nele eterna tão doce poesia



autor:jr

sinto-me: encantado
música: zeca afonso
publicado por romanesco às 17:07
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