Quinta-feira, 26 de Janeiro De 2017

HÁ QUANTO TEMPO O AMOR PAROU!...

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imagem pública tirada da net

 

Há quanto tempo o amor parou? O mundo assiste a uma escalada desprezível de hipocrisia e egoísmo...somos cada vez menos importantes para cada um de nós...o que conta é a nossa vida... a nossa interpretação das coisas e o que parece ser...a panache do imediatismo fútil...não interessa o interesse da humanidade...da natureza...os Mares...o Ar...a própria Terra...os outros animais que connosco partilham silêncios e gritos de dor...parecer ser...enquanto hipotéticas sociedades secretas continuam a mandar matar gente inocente, porque já somos demais! jrg

publicado por romanesco às 23:46
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Sexta-feira, 01 de Janeiro De 2016

BRINDO A UM ANO DE CONSCIÊNCIA HUMANA!

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BRINDO A UM ANO DE CONSCIÊNCIA HUMANA!
JOÃO RAIMUNDO GONÇALVES·DOMINGO, 27 DE DEZEMBRO DE 2015238 leituras

A todas as minhas amigas...a todos os meus amigos atiro palavras ao tempo, angustiado pela desumanidade das relações humanas, entre famílias, entre grupos, comunidades e estados...penso MÁTRIA...exorto a consciência feminina para que se faça luz...a luz diáfana do amor...do humanismo...para que 2016 nos faça pensar um novo sistema de organização da vida...que 2016 nos iniba de ter medo...o medo de perder privilégios...o medo de não ter...ter...ter...que 2016 nos permita a veleidade de sermos mais humanos...intransigentes para com a desumanidade...que 2016 nos permita sermos mais racionais...usando a inteligência para nos desenvolvermos enquanto espécie livre de todos os preconceitos que as normas e as religiões, ao longo de milénios, nos impuseram como sacras...
jrg
dedico-vos estas palavras que alinhei em jeito de poema:

 

publicado por romanesco às 19:41
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Domingo, 22 de Setembro De 2013

DEUSA DA CRIAÇÃO (artº21)

 

 


**

DEUSA DA CRIAÇÃO (artº21)
*
tem nos olhos um esplendor
que se propaga ao sorriso
tornando o rosto em redor
luz do amor que eu preciso
*
não tem riscos no sobrolho
nem os lábios escarlate
não é na idade um escolho
está na frente do combate
*
não veste roupas da moda
nem sapato salto alto
sendo bela magra ou gorda
alma sombra no asfalto
*
calca com os pés de miúda
a submissa condição
e ergue as mãos tão graúda
bramando indignação
*
sendo mulher tem firmeza
sendo ser a autoridade
para abolir toda a tristeza
que há na humanidade
*
digam bom dia à mulher
sempre que ela passar
um sorriso um bem-me-quer
numa doçura de olhar
*
se for mãe é bem maior
o símbolo da criação
nenhum homem sabe a dor
de ser causa sem razão
*
que parem de a violentar
amantes dela a fingir
que gozam por a ver chorar
se a dor a não deixa sorrir
*
não é do amor pertença
é livre de o soletrar
mulher pura por avença
não é feliz se casar
*
se é deusa mulher criadora
origem da humanidade
todo o ser que a ela adora
cante a sua liberdade
*
eu canto em quadras loucas
a toda mulher resistente
sejam muitas sejam poucas
fazem o mundo diferente
*
correm alegres belas sadias
inebriadas de odores
entoam vibrantes sinfonias
tocam pétalas de flores
*
são ventos da nova história
varrem poeiras antigas
libertam penas memória
organizadas formigas
*
quem lá vem é M de Mulher
de Mãe e de aMante
é Deusa símbolo do querer
amar amor e garante
*
vem formosa e vem segura
que é livre consciência
espalha abundante ternura
cultiva arte e ciência
*
do cosmos trás a semente
da nova civilização
nova ordem p'ra toda a gente
sem cobiça nem ladrão
*
não havendo o que roubar
se cada um tiver pão
não há ganância a medrar
da pedra do coração
*
cessa enfim a mordomia
de dividir p'ra reinar
nem lucra de economia
a usura milenar
*
quem lá vem F de Feminino
trás no bojo a virtude
de conhecer seu destino
que transforma em atitude
*
não traz sexo nos olhares
nem no sorriso volúpia
tantos beijos são milhares
sem medo da tirania
*
que viva mulher para sempre
o ser mais belo do mundo
só a teme quem não cumpre
a regra do amor profundo

jrg

sinto-me: esperança
música: Danúbio Azul
publicado por romanesco às 21:36
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Domingo, 05 de Maio De 2013

MÃE-MÁTRIA-MÃE


**
MÃE-MÁTRIA-MÃE
*
saúdo a mãe natureza
a mãe cósmica
a mãe dignidade de mulher
há na mãe tanta beleza
que às vezes de forma irónica
deixa a mãe tanto sofrer
*
saúdo a mãe tão rebelde
a mãe intransigente
mãe que se insurge pela dignificação
há na mãe uma saudade
dum tempo que em era recente
aquecia o coração
*
saúdo a mãe coragem
a mãe fêmea pura
a mãe sensual de ventre empinado
há na Mátria-Mãe uma miragem
do homem a renascer amor ternura
no meu país tão desgraçado
jrg
sinto-me:
música: bolero de Ravel
publicado por romanesco às 11:36
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Sábado, 16 de Fevereiro De 2013

QUADRAS PENDENTES





**
QUADRAS
PENDENTES
**
água ardente
luar de lua
alma nascente
figura nua
*
vento nordeste
curtidor
seco gélido agreste
verga flor
*
terra argilosa
barrenta
mulher amorosa
vida sangrenta
*
fogo fertilizante
cinza solar
amor humanizante
corrente de ar
*
poder tempo cósmico
razão que se solta
liberdade grito afónico
d'alma em revolta
*
aura d'esperança
alegremente
só risos de criança
dão semente
*
que o mar espalha
se náufraga
o humanismo encalha
na deriva sôfrega
*
tempestade ciclónica
amarra partida
vacuidade histórica
sem volta nem ida
*
arde sobre o medo
vulcanizado
não há mais segredo
de fogo cruzado
*
sopra brisa amena
doce e fresca
aviva o fogo acena
à vida burlesca
*
antro dos ladrões
covil de hienas
abutres vampiros leões
vestidos de penas
*
força de mulher mãe
mátria de amor
feliz ser que se mantém
acima da dor
autor:jrg
sinto-me: enamorado
música: Jorge Palma
publicado por romanesco às 18:28
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Quarta-feira, 17 de Outubro De 2012

MATRIZ !


Natália Correia por Bual
*
MATRIZ
*
mulher 
de pés descalços
tão menina
pegadas do amanhecer
desfazendo laços
que espreitam em cada esquina
do meu viver
*
MÁTRIA
mãe de toda a criatura
saindo da bruma
onde a história se fez PÁTRIA
renasce pura
e no olhar duma criança apruma
a nova era PÁRIA
*
fêmea sedutora
atractiva dos prazeres sensuais
deixando marcas de cio
na paisagem tão enganadora
onde vingam os chacais
afasta os abutres que bebem do teu rio
sê pura e ganhadora
*
jrg
sinto-me: Matriarcal
música: Teresa Salgueiro
publicado por romanesco às 19:16
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Domingo, 08 de Julho De 2012

A IDEIA EM MOVIMENTO






imagem pública tirada da net

**

A IDEIA EM MOVIMENTO

***

vai feliz a menina

vestida de fantasia

no sonho em que feminina

a estrela d'alva aparecia

*

como a dançar se diverte

entoando a melodia

cor de fogo a luz reverte

num sorriso a poesia

*

não toquem nessa gaiata

tem a MÁTRIA na ideia

partilha amor e desata

os fios que apertam a teia

*

cessem os horrores

de mentes agrilhoadas

não tem a menina temores

d'ideias com sangue manchadas

*

vai bela e sorridente

veste as cores do arco-íris

repõe a esperança na gente

altiva de seu nariz

*

quem és? sou cada um de vós

na voz doce qu'ela tem

sopram ventos rangem mós

menina mulher e mãe

*

não toquem nessa garota

é minha é de quem a quiser

não é de usar é de amor que brota

alma pura de mulher

*

jrg
sinto-me: em movimento
música: Sagração da Primavera...
publicado por romanesco às 01:11
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Segunda-feira, 25 de Junho De 2012

MAIS POVO E MENOS LIXO...








imagem pública tirada da net

**

MAIS POVO E MENOS LIXO

***

nada mais é de verdade

depois de tanta mentira

vivemos da caridade

daquele que mais nos tira

*

alguém pode acreditar

que um povo faça riqueza

sabendo que lha vão roubar

com insensível dureza?

*

somos um povo bastardo

perdido da nossa origem

varremos os bons a petardo

a ver se os maus nos corrigem

*

corre pelo mundo uma história

de portugas amansados

por astutos sem memória

que escondem verdade aos roubados

*

passados novecentos anos

de revoltas sobram mitos

Maria da Fonte fez danos

e Bordalo criou manguitos

*

saem ufanos atrás da tropa

ou quando nada mais resta

iniciativa própria puf! que droga...

se a tomam é para a festa

*

não penso que seja o fado

a melancólica canção

que traz um povo cansado

sem alma nem dimensão

*

fomos celtas árabes marranos

galegos de religião e touradas

futebol e outros enredos humanos

com nervuras adulteradas

*

à força quase empurrados

passam a sábios doutores

corrompidos pelo ter aprisionados

voltaram a ser pastores

*

pelo meio ficam protestos

gritos de indignação

roubos de estado grotescos

a soldo da constituição

*

um povo assim tão rude obsoleto

já não se usa em sociedade

ainda que encapado em douto lhe falta o repto

que todo o ser livre faz à liberdade

*

se ao menos o tempo parasse

a tempo de tudo inverter

dando tempo a que surgisse

uma ideia a defender

*

fica a fama ultra-liberal

de ser povo gastador

quem construiu Portugal

foi coelho o caçador

*

somos um povo castrado

por anos de servidão

a procurar sempre do lado

contrário ao coração

*

querem-nos normalizados

aptos para exportação

achamos graça coitados

haja quem nos dê a mão

*

que fazer perante tal tragédia

sem alma não há movimento

triste drama o da comédia

que nos corta o pensamento

*

não há tempo para a glória

de sermos um povo amestrado

que evita o confronto da história

por impotência sagrado

*

há gente que pensa diferente

até pelo mundo inteiro

ser Português é ser gente

ouçam quem sente primeiro

*

de palavra na lapela

razão ao peito por entendimento

nem pátria nem capela

livre luz ao puro pensamento

*

se para tal for preciso

façamos sem rodeios a revolução

paramos Portugal com um sorriso

de corpo e alma livres da prisão

*

libertemos as crianças do marasmo

de serem o oásis no deserto

um povo que não ri morre de pasmo

um novo humanismo está por perto

*

deste povo nem posso não ser

por isso me inquieto

planto flores na esperança de nascer

a alma feminina que poeto

*

autor: jrg




sinto-me:
música: por esse rio acima--Fausto
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Sábado, 26 de Maio De 2012

FLORBELA...NATÁLIA...SOFIA...












*


FLORBELA...NATÁLIA...SOFIA...

***

Florbela Natália Sofia

tão maiores que não chega o pensamento

estranho mundo as esqueceu

nas efemérides apressadas de um só dia

mulheres à frente do acontecimento

poetisas do amor nas noites frias de breu

tanto de mim nelas havia

*

Florbela Espanca a grandeza

de poemas e sonetos o pensar a ousadia

de sendo mulher se libertar

do jugo másculo a milenar vil tibieza

soltando asas libertando poesia

amante insubmissa tão de tanto se sonhar


na ampla planície a natureza

*

Natália na ilha dos amores

ninfa plena infinita de atitude feminina

a poetar se consagrou à vida

cantou a MÁTRIA ou mãe entre flores

amante sensual e libertina

confrontando o tempo adverso sem medida

mulher sem medo e sem favores

*

Sofia a arte meu encanto

do ser mulher e mãe de tanta boa gente

a melodia ou lisura do mar

onde o poema se branqueia em riso e pranto

e a alma manifesta o que mais sente

uma mulher que de tão grande eu ouso olhar

escondido na sombra do seu manto

*

Sofia Natália Florbela

depois delas o mundo masculino estremeceu

não se é dono de nada nem de ninguém

o meu corpo é a minha emoção e eu sou nela

o ser que se liberta porque amanheceu

onde todos os dias se celebra a "deusa" e mãe

bem-vindas ao lugar da janela


autor: jrg
sinto-me: romântico
música: Sagração da Primavera...
publicado por romanesco às 23:19
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Sábado, 05 de Maio De 2012

DECLARO O FIM DA ESCRAVATURA!!! E DAS ALMAS MORTAS!!!

imagem pública tirada da net 

*

DECLARO O FIM DA ESCRAVATURA!!!

E DAS ALMAS MORTAS!!!


*
se já não podem ser tidos escravos
como era antigamente
nem há luz legal numa tal razão
face à lei sejamos parvos
se de deus já não somos nem semente
que viva a manipulação
*
quem o diz são os novos profetas
de leis ferradas na mão
em mensagem subliminar sobre o medo
assim cantassem os poetas
soltando da alma amor numa canção
à liberdade solta em segredo
*
pasmam as crianças de ver seus pais
que prendem a liberdade 
alinhados num sistema esclavagista
inibidos de pensar soltam ais
percorrendo os caminhos ínvios da cidade
como mendigos que a caridade assista
*
um trabalho por favor suficiente
para a família sobreviver
de sol a sol ou sempre disponível
e créditos que dêem à gente
a ilusão que somos livres de escolher
o rumo e o lugar para o covil
*
porque não faz hoje mais sentido
entregar a vida a meliantes
criar riqueza repartida em contra mão
chegar a casa cansado e num gemido
descarragar a fúria devida aos traficantes
sobre a vida que ama o coração
*
é preciso que haja uma paragem parem
digam bom dia à natureza
ocupem o sistema soltem a consciência
mais a força bruta da coragem
quem não entende não vê em si toda a beleza
quando sorri ao dizer basta à violência
*
cabe aos marginais do pensamento
criar a IDEIA da mudança
assente no saber e um pouco de aventura
soltar a liberdade em movimento
viver só vale a pena se houver esperança
porque nada justifica a escravatura
*
hoje declaro a abolição da escravatura
que todos exibam a lei da alforria
em MÁTRIA vos proponho a nova orgânica
que visa o bem estar da criatura
todo o trabalho doravante é fonte d'alegria
ser rico é ser de alma autêntica

jrg

sinto-me: revoltado
música: Os Vampiros-Zeca Afonso
publicado por romanesco às 21:06
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