Terça-feira, 22 de Julho De 2008

A MINHA HISTÓRIA PODIA SER ASSIM !...

Fim do dia, já as sombras da noite se fazem sentir na folhagem das árvores agitadas pelo chilreio dos pássaros que se acomodam.

Júlia, 25 anos, aspecto ainda jovem, bonita, não fora aquela mancha no rosto, na face direita, que a marcara para sempre e lhe traçara o destino.

Começara a sua actividade sexual ainda cedo. Não tinha a certeza, onze doze anos, na escola e com um primo que era uma pouco mais velho e com quem mantinha amizade feita de cumplicidades e saídas nocturnas desaprovadas pelos pais.

Quando aos quinze apareceu em casa dizendo que estava grávida de dois meses, a mãe, na cozinha, pegou na panela com água a ferver e atirou-lha.  Não cegou por acaso, o movimento brusco que fizera evitara a água mesmo no limite do olho, mas perdeu a criança e perdeu o sonho dos sonhos que sonhara.

Há dez anos que se prostituía na estrada, sujeita a ser mal tratada, embora tivesse um tipo que passava de hora a hora para lhe guardar o corpo, dizia ele e recolher  a percentagem.

Quando não havia percentagem, maltratava-a física e psicológicamente. Mas era este último que a feria mais.

-Como queres ter clientes com essa cara de monstro? Puta, puta, puta.

As palavras a martelar, a martelar. Não era a animalidade dos clientes, as porcarias que inventavam e eles porcos, cheirando a mijo e esperma ressequido. A violência das entradas no seu cu, rasgando, ferindo sem dó. Ou agarrando-a pelos cabelos e batendo com as coxas no seu rosto enquanto os chupava, mecanicamente...

Eram as palavras. Sim, as palavras doíam, entranhavam-se-lhe no corpo dorido. ultrapassavam a dor das feridas e afirmavam-se perenes e plenas de violência.

Mudar de vida!... Como?

Naquele dia acordou e sentiu-se de uma forma estranha, leve, como se adejasse sobre si própria em êxtases de um outro ser, seu , desconhecido até então, ou simplesmente adormecido. Sonhou, ou sonhava. Havia um plano à sua frente como nunca ousara ver.

Inscrever-se na escola e completar o secundário de uma forma acelerada. Inscrever-se num curso de formação profissional e alugar um quarto noutro lugar, longe dos sítios que frequentara. Não vender mais o seu corpo. Enquanto tivesse a alma, era possivel Renascer de novo. Conquistar-se de novo. Erguer um império de si

...

 

Podia ser o inicio de uma história de vida romanceada, a envolver negócios, empresas de estilo familiar que ainda são o sustentáculo do país. E a tragédia que os apanha desprevenidos e vai condicionar toda a estrutura familiar futura.

É o que me proponho. Escrever sobre vidas anónimas que valem as luzes da ribalta ou a fixação histórica e que traduzem a essência de um povo. Primeiro de uma família. Primeiro ainda, ou antes de tudo, a essência de um homem, de uma mulher.

Escreverei por encomenda, preços de acordo com extensão e pesquisa de documentação. Mas com a paixão que o percurso proposto me suscitar.

Aguardo propostas.

sinto-me: construtivo
música: No Largo do Breu
publicado por romanesco às 17:04
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Segunda-feira, 21 de Julho De 2008

A SUA HISTÓRIA PODIA SER ASSIM!...

Texto de apresentação:

 

Carolina, 35 anos, bela, dinâmica, empresária, dirigia uma média empresa subsidiária de uma outra de tradições familiares que era dirigida por Carlos Andrade, o marido com quem casara de amor profundo, fazia agora 15 anos, com altos e baixos nos humores que o próprio negócio por vezes provocava, mas amantes fieis dos seus corpos e das sua almas.

Da ligação tiveram uma menina que era a esperança e a luz de toda a sua interioridade.

Desdobravam-se nas atenções, nos melhores cuidados, em disputa com as actividades das empresas que permitiam o estilo de vida confortável.

Um dia a menina, tão linda, tão inteligente, tão desinibida, apareceu em casa com aspecto de quem consumira drogas.

Carolina tentou que ela, Mafalda, a luz da sua vida, se retratasse, lhe desvendasse os problemas, o que a levara ao consumo.

Mafalda remeteu-se ao silêncio. Que não era nada. Que a mãe estaria a fazer um filme.

Carolina envolvida na empresa. Crise e  estratégia. Carlos Andrade, defensor acérrimo do negócio dos avós. Um sucesso que pedia a sua atenção total. À noite mal via a menina, Mafalda, um fruto de amor e verdade de si, homem...
 
Podia ser o inicio de uma história de vida romanceada, a envolver negócios, empresas de estilo familiar que ainda são o sustentáculo do país. E a tragédia que os apanha desprevenidos e vai condicionar toda a estrutura familiar futura.

É o que me proponho. Escrever sobre vidas anónimas que valem as luzes da ribalta ou a fixação histórica e que traduzem a essência de um povo. Primeiro de uma família. Primeiro ainda, ou antes de tudo, a essência de um homem, de uma mulher.

Escreverei por encomenda, preços de acordo com extensão e pesquisa de documentação.. Mas com a paixão que o percurso proposto me suscitar.

Aguardo propostas.

sinto-me: Inspirado
música: Era um redondo vocábulo
publicado por romanesco às 11:43
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