Sexta-feira, 06 de Abril De 2012

SUICÍDIO DUM HOMEM VELHO ROUBADO PELO ESTADO!!!

“O governo de ocupação de Tsolákoglu¹ destruiu literalmente todos os vestígios da minha sobrevivência, que se baseava em uma pensão 
digna, onde eu estive pagando por 35 anos (sem apoio do Estado).
E como que eu tenho uma idade que não me permite uma reacção combativa (certamente sem excluir essa possibilidade; Se apenas uma 
pessoa pegasse uma Kalashnikov, o segundo seria eu), não consigo encontrar outra solução, salvo um fim decente, antes de começar a 
procurar comida no lixo para se alimentar.
Creio que os jovens sem futuro vão pegar em armas e vão enforcar aos traidores nacionais de cabeça para baixo na Praça Syntagma, como 
os italianos fizeram com Mussolini em 1945, na Praça Loreto, em Milão”.
nota: tradução copiada do blog da Agência de Noticias Anarquistas...

***

***
*
SUICÍDIO DUM HOMEM VELHO
ROUBADO PELO ESTADO
*
à sombra de uma árvore
frente ao parlamento imponente
na mão uma mensagem
numa outra a pistola sabe-se lá de quem
um homem só que coragem!!!
enfrenta o mundo inteiro numa nação
de peito aberto e mente acusadora
*
fez um contrato com o estado
pagou acreditando no retorno sem duvidar
que o governo é a parte do ladrão
concebido para manter a ilusão de protector
mantendo a rédea curta aos cidadãos
dispondo dos seus bens activos e vidas pessoais
em nome dum platónico estado d'emergência
*
para o estado ele era rico sem ter nada
como não contabiliza o fisco
os nossos gastos fixos quando nos onera com impostos
indignou-se moeu a mente meditando
ser roubado assim por quem mais confiava...
corte na pensão aumentos colossais nas prestações de viver
entrou em depressão era matar ou morrer
*
antes morrer por si que por mão do usurpador
ali mesmo em frente à sede do poder
numa das mãos a carta acusadora ao sistema
na outra a verdade nua e crua da sentença
sob um presságio de revolução eminente pela rotura
dos jovens traídos por esta ditadura
pum...não me levam nem mais um euro de pensão...
*
o resto fica reduzido à hipocrisia
das condolências apresentadas pelos assassinos
há quem fique encolhido a ver se escapa
mas a hora meus amigos é de cerrar fileiras
isto aconteceu na Grécia e acontece no silêncio em Portugal
há algo valioso que podemos exportar
a luz do pensamento que ajude a libertar a escravidão
*
autor: jrg
 
(pária...apátrida...cidadão da MÁTRIA em construção...)
sinto-me: indignado
música: Os Vampiros-Zeca Afonso
publicado por romanesco às 22:48
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Domingo, 25 de Março De 2012

VOGAIS INDIGNADAS...

foto pública tirada da net
{#emotions_dlg.leiria}
VOGAIS 
INDIGNADAS
*
uma ditadura
gera violência
na indignação
capta a usura
arrasa ciência
sem educação
mata a lisura
*
feroz 
a violência
a fome
a prepotência
a tortura
a manigância
feroz  
é menosprezar
é usura
é indignação
é poder
é corrupção
feroz
i diopatia
i gnaro
i gnomínia
i migo
i mpingência
feroz
o roubo
o arrogante
o medo
o ganancioso
o abismo
feroz
uf ania
u ltrajante
u ltra
u surpador
u rgir
*
feroz viver
entre talas
albardado
apodrecer
e se refilas
torturado
até fenecer
*
jrg
sinto-me: indignado
música: Os Vampiros-Zeca Afonso
publicado por romanesco às 23:25
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Sábado, 31 de Dezembro De 2011

ANO VELHO DE VILÕES...(VILANIA) - ANO NOVO DE LADRÕES...

 

 

 

     imaghem pública tirada da net

 

*

ANO VELHO DE VILÕES...(VILANIA)
ANO NOVO DE LADRÕES...

*

«««//»»»

*

no meu país torpe mentira
ano a ano procurando me fiz crescendo
rispidez obediência tortura
alegrete de comédia ou drama ou sátira
à vez de dentro a cena me adormecendo
sedento de carinho e ternura
à espera do tempo novo que sentira
na evolução de mim o sendo
para o humanismo d'amor e alma pura

*

não procurei ou quis riqueza
ano a ano sem eu querer me fiz apátrida
ateu de vilãos ensandecidos
troquei o meu saber servindo a avareza
ingénuamente acreditando ser à partida
cruzar os tempos já vencidos
avesso à melancólica e mórbida tristeza
um de entre os mais nesta vida
a vencer a vileza dos poderes desvalidos

*

escolhi caminho por teimosia
ou desígnio cósmico nos genes embutido
naufraguei e a salvo me julguei
quando o tempo cedeu e cheira a maresia
mas era falsa esta esperança sem sentido
apátrida não pode confiar na lei
por mais que viva embrulhado em poesia
o tempo não perdoa ser vencido

*

ano velho de vilões inda a prazo
um povo inteiro por medo se abastardou
roubado na alma e no coração
sem vontade de vencer o milenar atraso
nem legitimar sua defesa a quem roubou
ano velho de vilões sem emoção
onde navego rebelde a ser por um acaso
o pária que da pátria se imolou
cercado pela vilania dos doutos da nação

*

ano novo de ladrões vetustos
e dos novos da mediocridade fanáticos
com aval da mediana fantasia
falidos da esperança criminosos astutos
adensam as teias com sábios lunáticos
cortam o pensamento que luzia
julgam-se deuses da verdade absolutos
sendo e só efémeros mediáticos
ante a grandeza apátrida de toda poesia

***

autor:jrg... [(pária...apátrida...)cidadão da MÁTRIA em construção...]

publicado por romanesco às 17:59
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Sábado, 02 de Julho De 2011

INDIGNEI-ME !...

 

INDIGNEI-ME

 

 

«««//»»»

{#emotions_dlg.leiria}

 

 

 

dentro do tempo tanto

já vivido de viver

quanta indignação

sovado sem tempero

por pai e mãe

vaiado por ser fraco e pobre

sem vintém


indignaram-me!...


fiz-me à vida sem cansaço

no percurso desigual

quase sempre em contra mão

subi montanhas

donde a meio me resvalei

fui do amor amante

de ser capaz sempre acreditei


indignado!...


fui à guerra África minha

bebi da luz do entendimento

porque não bastava conhecer

por mais deus que poluísse o pensamento

o básico era entender

desmistificar em mim o preconceito

deixar a vida acontecer


indignei-me!...


atirei mitos ao chão

ídolos inventados no imaginário surreal

amei a mulher como Tristão

e todo o mundo vivo original

até que entrei em derrapagem

queria andar escorregava

vivi na natureza como um selvagem


indigna-me!...


lancei escoras por amparo

construi pontes túneis viadutos

atravessei abismos infernais

em cada esquina parei a tomar fôlego

a regurgitar da consciência

a luz oculta da memória

a desvendar dos seus segredos


indignidade!...


atravessei conceitos absurdos

cada cabeça sua sentença

dividido em labirintos da intriga

a descobrir que havia outro submundo

além do da malta o das elites

o mesmo assalto com fins diferentes

ambos a seu modo de viver


indignação!...


descobri a falsidade de argumentos

em que nos encaixam pelo medo

políticos religiosos ladrões e usurários

movendo-se entre capitais de risco

de que somos o aval instante

quando cessa o prazo de validade

da sabedoria que emolduraram


indigno!...


descobri que o espírito

é uma emanação da matéria decomposta

em consonância com o ar que se respira

e que prolonga ou elimina

em razão da consistência orgânica

e dos fluxos cósmicos à deriva

o tempo de viver sem remissão


indignar!...


ao invés da alma que é insana

alimenta o corpo amplia a fantasia

reúne os elementos decompostos

separa os sem remédio 

revitaliza os apenas adormecidos

capta os iões e os mistura

e lança farpas sobre a morte entontecida


indignidade!...


a alma sim é da humanidade a dimensão

exprime-se através dum sorriso

os olhos são o portal via d'entrada

ilumina todo o ser por mais humilde

não pergunta se tens mas se queres ser

exibe a força gigantesca do querer

e envolve tudo em puro amor


autor: jrg

sinto-me: indignado
música: Os Vampiros-Zeca Afonso
publicado por romanesco às 21:26
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