A ARTE DA LINGUAGEM POÉTICA E O CAOS!



meu sonho de ser poeta...

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A ARTE DA LINGUAGEM POÉTICA E O CAOS!


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o poema é

uma partícula de poesia

em construção

se tiver rima que sustente a fé

ergue-se na fantasia

de ser um monumento à abstracção

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o verso é

o arcaboiço in do poema

na sua evolução

que marca o ritmo à melodia em rodapé

na sílaba sem algema

recheado pelo vigor da emoção

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a poesia é

a palavra emotiva em movimento

num toque cristalino

corrente de fonemas vindos do sopé

numa espiral de tempo

que se alimenta do belo e do feminino

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a lírica a tragédia

a farsa o drama a ode e o soneto

a sílaba tónica e a poética

a musa encanto do poeta à vezes arredia

a pena feita dum graveto

conjugando o verbo e o sujeito à ética

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a arte maior de dizer

marcando o som e o tom da circunstância

a expressão do corpo a sinalética

que há em cada verso inverso ao poder

que abomina a fragrância

exalada pela rima que foge à sua métrica

*

eis o que sinto sendo

a expressão de comunicar tão sem segredo

o enigma da alma humana

racionalizando a emoção escrevo dizendo

que a poesia não tem medo

se fala com verdade à mente insana

*

falar d'amor sensualidade

da insurreição da alma em pensamento

do belo que há na natureza

cantando o homem e a mulher sem idade

dentro dum meio em linchamento

cuidando de salvar o que exista de beleza

*

que ninguém diga "não sabia"

da morte do amor às mãos tirânicas

sendo a morte irreversível

amar é tudo o que o poema diz à poesia

mesmo que sejam lunáticas

as rimas que amam até o impossível

*

o que é ser poetisa

ou se quiserem no limite do tempo ser poeta

um superego ou fanatismo

cheirando a mar e vento ou simples brisa

que a palavra embala ou inquieta

se não for a força que nos tira do abismo

*

há forma mais bela de morrer

que embrulhado em pétalas de pura poesia

há! é honrar a arte de pensar

e estar na frente de combate que é dizer

pintando de verdade a fantasia

dos que não querem ver o mundo a definhar

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jrg
sinto-me: céptico
música: NE ME QUITTE PAS - Jacques Brel
publicado por romanesco às 23:30
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