Quinta-feira, 30 de Setembro De 2010

DEMÊNCIAS...

 

foto:pnb.blogcindario.com

 

 

***

quando o homem se revê

do lado da anormalidade

sem respostas ao porquê

da normal insanidade

 

é louco passou-se maluco

tem total impunidade

sorrateiro só toma o suco

passeia-se pela cidade

 

ninguém sabe o que pensa

se na dimensão da mudança

o louco tirou avença

para ser sempre criança

 

ser na loucura mutante

todo o mal que subsiste

não é do louco aviltante

mas do normal que existe

 

o poeta quase doido e pensativo

olha com estranha doçura

o gesto o tique depressivo

da insane criatura

 

pensa nos loucos do mundo

condenados ao degredo

vivos em coma profundo

apenas porque temos medo

 

desta selecção anormal

ser louco não é certeza

é até bem natural

seja louca a natureza

 

autor:jrg

sinto-me: louco
música: U2
publicado por romanesco às 22:39
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Domingo, 19 de Setembro De 2010

ABISMOS DA POESIA

poetas são loucos finos
inventam a fantasia
guerreiros inda meninos
abismos da poesia

poetisa de alma sensível
em verso cheio de luz
qual militar sendo cível
lança poemas seduz

cantam de musas amores
sonham imortalidade
poetisas sábios rumores
no ventre da verdade

trago um cálice de vinho
para a orgia da ceia
não quero rimar sozinho
antes preso a tua teia

poetas são anjos desgraça
travam rixas graciosas
não escolhem arma ou praça
calam musas preciosas

que fazer perante a poesia
se a alma sente e gera
palavras agri-doce maresia
amores do corpo à espera

quem na humildade se esmera
e na poetisa se arrima
tem alma poética e pondera
sublima-la em obra prima

Autor: J.R.G.



sinto-me: poético
música: Mozart
publicado por romanesco às 22:37
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Terça-feira, 07 de Setembro De 2010

APETECE...

o que apetece
é gritar...
a nossa imperfeição
a soberba
a ganância sem freio
a estulticia
a mentira servil
o segredo
o silêncio forjado

o que apetece
é sorrir
quando nos atropelam
quando nos humilham
quando nos descartam
quando nos prendem
quando nos julgam
se nos omitem
se nos afrontam

o que apetece
é amar
as irregularidades do corpo
as plantas
as flores
as almas amigas
as montanhas
os rios os mares
os animais todos

o que apetece
é viver
simples como a formiga
simples como o vagabundo
simples como o sol
simples como o vento
simples como o fogo
ou a água que escorre
ou a terra que gira

o que apetece
é dizer
não à sórdida riqueza
não à luxúria
não à inveja à gula
não à cobiça
não à fome de saber
não aos preconceitos
não a todos os poderes

o que apetece
é cantar
sempre no silêncio
sempre no medo
sempre no nó da angústia
sempre no degredo
sempre no desespero
sempre que a alma fuja
sempre que o corpo enlouqueça

o que apetece
é olhar
com sentido de entender
com conhecimento
com humildade de aprender
com o gosto de interpretar
com o prazer do belo
sem filtros perversos
sem condenar

autor: JRG

sinto-me: desperto
música: Zeca Afonso
publicado por romanesco às 00:05
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