Sábado, 27 de Setembro De 2008

EDITORES E LIVREIROS...REFLEXÕES AVULSAS SOBRE UM TEMPO

Estamos no final da década de 60 inicio de 70, anos cruciais no desenvolvimento da capacidade critica dos Portugueses, no desenvolvimento de actividades que permitiriam o elevar da auto estima individual e colectiva.

Tinha havido Maio de 68 e o país devastava-se numa guerra traumatizante contra a história e deixava escapar de si, muita da inteligência que nenhum povo pode prescindir sob pena de atrasar o acompanhamento dos demais povos desenvolvidos e empenhar a sua projecção como evidência de Nação. Ouvia-se os rumores de tempos novos. Soavam tambores.

Proliferavam editoras de livros, médias e pequenas e edições piratas e de autor, que procuravam publicitar ideias e conceitos que o regime politico proibia que se editassem pela via legal.

Ser Editor, era um trabalho prestigiado e prestigiante, que atraía idealistas da palavra, percursores de mitos que se vinham afirmando e de outros que eram já fonte  de valores emergentes numa nova ordem reclamada nas ruas de Paris e um pouco por toda a Europa.

A politica de edição e distribuição era a de levar o livro ao ponto mais recôndito. Onde houvesse uma loja que quisesse vender livros, ser depósito, montra de livros, não importava se papelaria e as livrarias eram muito poucas em todo o País.

A Verbo era a maior das editoras, com ligações ao regime e vida económica confortável, beneficiando de uma propaganda apoiada e entrada assegurada nos mecanismos que o estado apoiava, O Sousa Pinto dos Livros do Brasil liderava o mercado dos romances com a sua colecção dois mundos, O Lyon de Castro da Europa América, um estratega que soube desenvencilhar-se do estigma de opositor ao regime e beneficiou dum best seller de ocasião que apaixonou as opiniões públicas internacionais, o caso Chessman.. O Bolhosa na Bertrand, talvez a mais antiga editora e livraria do país

Os Fernandes da Portugália, o Salgueiro da Inquérito, este muito perseguido, pelo tipo de obras que publicava, ainda que de ciência como Bento de Jesus Caraça., O José Cardoso Pires na Arcádia. Na Morais o Alçada Baptista, os irmãos Manso Pinheiro na Estampa, O José Cruz Santos na Inova do Porto, um editor de gosto cultural muito apurado quer pelo conteúdo e natureza das obras que editava, quer pelo cuidado gráfico,as capas eram de autoria de Armando Alves, um vulto criativo das artes gráficas desse tempo. Os desenhos de José Rodrigues em obras maiores, como o álbum Poemas de Eugénio de Andrade.

De um modo geral, os editores editavam movidos pelo prazer de editar, com uma preocupação de serem uma parte importante no desenvolvimento cultural de um povo avesso a leituras que não fossem folhetinescas e de cordel.

Havia ainda um conjunto de editores que se destacavam pelo amor à divulgação de obras e autores que saíam do circuito comercial próprio de qualquer negócio. Cuja preocupação primeira não era o lucro, mas tão só, afrontar o sistema com obras consideradas malditas ou impróprias para consumo dos Portugueses.

Destaco Fernando Ribeiro de melo, pela sua irreverência e figura pública exuberante, não só pelo bigode tipo Salvador dali, como pelas conotações que corriam de que era Sado Masoquista. Ficaram célebres as edições de Sartre e Natália  Correia entre outras e a originalidade de lançamentos feitos numa banheira ou em passeios de carroça descendo a Avª de Liberdade.

O Victor Silva Tavares e as suas edições em papel kraft de autores de grande projecção cultural, mas de diminuta aceitação comercial,  uma originalidade absoluta em termos editoriais. A Ática, a Meridiano e a Contra Ponto do escritor maldito Luís Pacheco.  Escrever no rossio, numa mesa ambulante, junto ao café Gelo, cravando a quem passava. Ou percorrendo os escritórios dos grandes senhores da finança, como o Vinhas a quem cravava aos cem e quinhentos, pela venda de uma primeira edição. O amor de editar.

A primeira editora rica de raiz que se estabeleceu em Portugal, quero crer que foi a D.Quixote, da Snu Abecassis, uma editora que satisfazia um sonho e que se propunha intervir e interveio, com a célebre história aos quadradinhos de Mafalda a Contestatária.O Nelson de matos que a comprou, depois da morte da Snu, procurou dar-lhe o mesmo cunho apaixonado, e deu, mas não aguentou as novas mudanças dos tempos , porque não tinha as mais valias financeiras da fundadora, e viu-se obrigado a vender ao estrangeiro.

O livro era um mercado pobre, porque atrairia tantos devotos? Eram baratos, as margens curtas, não tendo crescido os ordenados na proporção, não sendo feitos de papiros do Egipto, não havendo tantos fogos nesse tempo, porque terão encarecido tanto, nos dias de hoje, se se tornou uma indústria de milhões, com direito a compras bilionárias de Editoras pesadas?

As Livrarias quase se contavam pelos dedos, A Bertrand, as Noticias, Sá da Costa, Portugal e Lello, A Rodrigues, do Macedo das resinas, rico e sovina, regateava um tostão, o Centro do Livro Brasileiro, A Petrony jurídica, a Barata, a Quadrante e a Livrelco que era uma livraria cooperativa de estudantes, progressista e onde pontificava um homem de grande saber e cultura, o Nuno, hoje na Galileu. A Ulmeiro do José Ribeiro, a Opinião, o Hipólito que me desapareceu, isto em Lisboa.

Em todo o país, para encontrar uma livraria teriamos de ir a Coimbra, Porto e Braga. No restante havia casas que vendiam livros.

Todos os profissionais que laboravam  neste ramo de Comércio padeciam de um elo comum, a sua ligação visceral ao livro e à cultura de que ele era veículo. O cheirar a novidade, o aroma resinoso do papel, o cheiro vivo ta tinta, a forma idolatra com que se desfolhava cada folha. os olhos húmidos da emoção dos desenhos ou fotos das capas, dos  caracteres tipográficos, um pormenor de estilo, uma marca de editor.Era uma espiral de amor que unia toda a pirâmide desde o editor ao carregador que fazia as entregas a pé.

O mundo da edição de hoje, alterou-se substancialmente. É uma indústria onde o que conta são os rácios de produtividade puramente económicos. Assiste-se à concentração perigosa de todo o mundo da edição. Há uma crise acentuada de valores em todo o país que é um reflexo, sempre, do que se passa no resto do mundo, mas elevado em grau e potências superiores. Os livros vendem-se pela sedução induzida das capas e dos efeitos publicitários. A imprensa e os outros meios de comunicação, atraem os leitores fabricando mitos e factos aleatórios que não libertam quem procura na leitura uma libertação interior. Um cultivar do ser e do saber mais e profundamente.

Subsistem , igualmente, pequenas editoras que procuram na segmentação de mercados, uma hipótese de sobre vivência.  A Novalis do grande humanista, António rosa, um homem que se reparte em multi-funções de amor a causas que elegeu como parte da sua vivência de pessoa, abraçou a especialidade em Astrologia e outros temas cósmicos e de auto ajuda, com um propósito de servir, de ser parte de uma nova ordem emergente, mas paga a que preço, só ele sabe, eu apenas imagino, em afectações pessoais, familiares e financeiras, que não lhe tiram o prazer, o amor de continuar a editar, de ganhar um espaço num mercado violento, desonesto, porque os grandes compram tudo o que é espaço de exposição e aos outros resta o favor,a simpatia efémera dum momento, o trabalho árduo pela conquista de um pouco de visibilidade. A Pergaminho, a Assírio, A Campo das Letras...

Todas as editoras que continuam apegadas a uma ideia  inteira de cultura, estão em dificuldades. Em breve haverá dois ou três grupos apenas...

Onde havia respeito pela diferença e pela identidade, hoje há atropelo e desprezo pela aventura de se editar por amor, por devoção a um principio de rigor ético e de missão.

Curiosamente, era antes que o país vivia em ditadura.!....Mas esta Democracia estranha que vivemos, de valorizações fictícias em bolsa, da riqueza, de capitais oriundos de obscuras proveniências, que arrasam tudo o que os incomode na sua passagem, ou compram ou asfixiam, tem os dias contados...

 

 

sinto-me: dos livros
música: A garrafa vazia/ de Manuel Maria
publicado por romanesco às 18:31
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Terça-feira, 23 de Setembro De 2008

MEMÓRIAS DO TEMPO DE GUERRA - SILÊNCIOS

andanças

A noite é selvaticamente serena.
O atito irritante dos mosquitos,colide com o arfar abafado de alguém que se masturba, na individualidade do beliche, na intimidade inventada entre centena e meia, de corpos que se mexem e sonham. Os olhos fechados em mentes alucinadas. O silêncio quebrado a cada instante e reposto por segundos , breves, inaudíveis.
Renato não dorme. Ansiedade.
Um rosto fixo na memória recente que se recusa a partir. A deixar que as coisas andem.
A despedida , no cais de embarque, as correrias de quem quer acompanhar o navio por terra, ou impedi-lo de se fazer ao mar.
As lágrimas que correm, alegremente , e turvam a visão. Soltam-se na euforia da liberdade que deixa tristeza  do lado de dentro de onde se soltam.
A impotência de dizer não a esta partida forçada, imposta. Em nome da pátria.
Tinha pensado, insistentemente em fugir. falara-lhe, uma noite, com a cabeça deitada sobre as pernas dela, a saia subida, aspirando com deleite o aroma que lhe vinha do sexo.
Alexandra contrapunha com a punição. Crime de lesa pátria. E depois, ela acreditava na eternidade do nosso amor, não tinha como possível que me acidentasse tão longe.
Acreditava na vinda dele, Renato, ileso e pujante de vida para se fazerem ao mundo na força do amor que era o deles, como de ninguém mais. Havia um amor absoluto de cem em cem anos. O deles era o deste século. Para sempre.
Alexandra tinha-lhe pedido um dia uma definição de amor. Que coisa era esta, que sentimento, força, que queimava sem cesssar no peito e no cérebro, que se enredava na razão e se sobrepunha a que ocorresse um fio que fosse de lucidez e que explicasse a tempestade maravilhosa de nos sabermoos como um único, uma só vontade.,impelida para abismos de felicidade. E no entanto livres, confiantes de cada um de nós, sendo sem ser.
Renato, numa cama estranha, com odores diversos e ruídos sobrepostos, de dentro e de fora. tinham avisado que estaria eminente um ataque ao quartel. Era um hábito dos turras para testar as valias dos novos combatentes.Turras...Recorda Kafka. O processo...

Eles que defendem a terra  onde foram meninos, os pais, os avós, os animais ...São Turras por um absurdo das leis que não conhecem. Ou leis absurdas...
E agora, neste momento, como fazia sentido estudar, reflectir, inventar, criar, conceitos que dessem à palavra amor uma dimensão maior. Mas não só conceitos. Alianças firmadas entre as partes. A definição de amor, não pode sofrer interpretações subjectivas.
Fazer atrocidades às crianças é tão criminoso dum lado como do outro.
E mete-se a religião. Os deuses quue se intrometeram nas diversas tribos que constituem o mundo humano.
O mundo ocidental. O mundo Islamico. O Budismo...E dentro de cada um, as subdivisões. seitas que se digladiam e enriquecem à margem dos carenciados de afectos, arrastados por correntes, eivados da palavra transcrita do Senhor.
Acordou cansado, com a ideia de pesadelos nocturnos e traços vincados nas faces tisnadas. "Movia os braços como se fossem asas e sentia-se elevar. As balas passavam por baixo com um silvo agudo, mórbido. Havia montanhas e casas de vários andares. Ele Renato dava impulsos com o corpo, os pés, as pernas, em movimentos rápidos, como se andasse de bicicleta e sentia -se elevar, leve, leve e só, na cidade deserta.  Voava. E havia crateras enormes deixadas por bombas. E via o vulto de Alexandra, longe, esforçava-se, queria alcançá-la, mas sempre que se aproximava ela distanciava-se. E as balas por baixo em silvos agudos. Suores..."

 Colocava-se perante o dia com a moral em baixo. E isso não era conveniente. Diria mesmo que era uma traição aos compromissos. Vencer! Vencer!

Silêncio, silêncios...

 

sinto-me:
música: bairro negro - José Afonso - Marisa
publicado por romanesco às 21:21
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Segunda-feira, 22 de Setembro De 2008

MOVIMENTO PIJAMINHA (PARA O IPO)

Do espaço Astrológico

http://espelhodevida.blogspot.com

Causas de todos

 




Movimento Pijaminha (para o IPO)

São necessários (principalmente) pijamas para as crianças que estão no
Instituto Português de Oncologia a fazer tratamentos de quimioterapia.
Após os tratamentos, os pijamas ficam muito sujos e gastam-se
rapidamente.
Esta ideia surgiu há dois anos e hoje já é apelidada de *Movimento
Pijaminha* pelo sucesso que têm tido os esforços conseguidos!
As necessidades existentes passam pela falta de pijamas, pantufas,
chinelos, meias, robes e fatos de treino.
Para todos a vida não está fácil, mas dentro das possibilidades de
cada um há sempre espaço para participar, comprando ou obtendo junto
de amigos e familiares agasalhos que já não sirvam.
No ano passado foram entregues 76 pijamas e o IPO ficou muito
satisfeito com esta dádiva.
Este ano vamos repetir a façanha, e se possível ultrapassar este número.
Se divulgarem já estão a ajudar!!!

 

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Correspondendo ao apelo veículado pela minha amiga Ana Cristina Corrêa Mendes em

http://espelhodevida.blogspot.com.

As minhas felicitações, a minha solidariedade, a minha partilha de espaço na divulgação.

 

sinto-me: solidário
música: Dó, ré, mi...de Música no Coração(filme)
publicado por romanesco às 15:28
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Quarta-feira, 17 de Setembro De 2008

O BRASIL - OS BRASILEIROS - A RECONQUISTA

Brasil. A grande colónia que virou maldição.Era tanta a riqueza e a extensão de território que se julgou que Deus tinha premiado a aventura de um povo pequeno e louco. com um reino Paradísico e infinitamente rico.

 Um dia, alguém descobriu que o Brasil perdeu os Portugueses de si próprios. Reduzindo-os a esta incessante procura de uma identidade vencedora que se esvaziou de nós desde que o ouro fácil, os diamantes e o frutuoso comércio de escravos, tudo tão fácil de obter, se estancou lá de onde vinha, para servir uma outra classe de vampiros, gananciosa de poder e que vinha conspirando na sombra contra o envio da riqueza para os madraços de Lisboa.

O Brasil continuou, durante muitos anos, a ser a porta de escape dos que, fracassados nas suas terras, se metiam ao caminho, valendo de tudo para lá chegar: cartas de chamada, clandestinamente a bordo de navios mercantes, como marinheiros ou moços de fretes, e já então através de máfias suficientemente organizadas.

Com o advento da Democracia Portuguesa e o crescimento económico que a adesão Europeia vinha proporcionando, a realidade alterou-se e virou sonho de efeitos controversos.

Os Brasileiros procuraram sair do Brasil em massa, asfixiados por uma inflação galopante, e seduzidos pelos relatos de compatriotas mais ousados que mandavam noticias do novo Eldorado: Portugal. É que se não desse certo aqui, sempre tinham a porta aberta para a E.Europa, onde a riqueza da economia se mostrava consistente e imparável.

Márcia, vivia no estado de Goiás  e  tinha um pequeno salão de cabeleireira, casada com Flávio, mulher bonita, alegre e plena de vida, não via como mudar o seu Flávio, madraço, vivendo ás sua custas e quando a coisa apertava, virando-se para os pais, pedindo ajuda que sempre vinha.

Um dia, desafiado por amigos e pela irmã a viver em Londres, meteu-se à aventura da nova Europa. Veio só, Márcia e os filhos ficaram a aguardar que ele se instalasse.

Chegado a Paris não o  deixaram seguir para Londres. Ficou desorientado sem saber o que fazer. Falou ao telefone com Márcia, falou com mamãe, falou consigo próprio, ouviu os amigos na mesma situação e resolveu seguir para Portugal.

Arranjou trabalho pesado, foi aldrabado, humilhado na sua condição de noviço, mas foi aprendendo. Mudando de trabalho, aprendendo artes e manhas. Inscreveu-se num curso de canalizador e montou uma pequena empresa com outro brasileiro. Legalizou-se e mandou vir Márcia e os filhos.

Márcia chegou e viu em que se transformara seu Flávio. Um homem dinâmico e com objectivos. Um trabalhador exemplar. Os filhos inscritos na escola, Márcia arranjou trabalho numa pastelaria onde já havia outros Brasileiros. E foram alimentando o sonho de voltar a Goiás com um pedacinho mais de dinheiro para recomeçar vida nova na sua terra natal.

Os filhos cresceram, Rubinho, o mais velho já está tirando um curso de informática e elegeu a sua nova Pátria para fazer carreira, Taís, na idade púbere, só pensa em voltar, seus amigos, suas amigas e todo um mundo inventado que deixou há já três longos anos.

O Cruzeiro valorizou face ao Euro e as condições de poupança não são as mesmas agora que eram a quando da vinda. Mas o sonho está lá, como que a justificar a continuidade da descoberta.

Celsinho também tem um sonho, voltar e ajudar sua família, construir uma casa nova, casar com sua noiva que ainda o espera.

Os Brasileiros e as Brasileiras instalaram-se para ficar, como todos os emigrantes, eles ocupam hoje uma faixa considerável em muitos aspectos da vida Portuguesa e estão a mudar Portugal.

São médicos, enfermeiras, cabeleireiras, trabalhadores dos serviços, administradores de empresas, atletas de alta competição, pastores evangélicos...

As cores das suas vestes,  a sua alegria contagiante, o seu positivismo face à adversidade, entraram no coração e nos hábitos de um povo que era triste, que sempre foi triste, e que abraçou, desde as telenovelas, uma nova relação de proximidade com a sonoridade da voz e a ternura dos modos. Os brasileiros são hoje uma mais valia para os Portugueses.

Relembro a enfermeira, linda, morena e linda que me falava, cantante:

_Está doendo? Estou sendo mázinha, mas é para seu bem?

E o meu sorriso que aceita a pica sem um ai.

 

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É o que me proponho. Escrever sobre vidas anónimas que valem as luzes da ribalta ou a fixação histórica e que traduzem a essência de um povo. Primeiro de uma família. Primeiro ainda, ou antes de tudo, a essência de um homem, de uma mulher.

Escreverei por encomenda, preços de acordo com extensão e pesquisa de documentação. Mas com a paixão que o percurso proposto me suscitar.

Aguardo a vossa proposta. É uma oferta bonita de Natal ou Aniversário.

 

J.R.G.

sinto-me: comunicativo
música: amigo...amiga (dueto de Roberto Carlos e Bethãnia
publicado por romanesco às 10:33
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