REMOS SÃO RUMOS DA VIDA

os remos que impelem o bote

tão passivos quando inertes

não têm vida nem morte

são o rumo que lhes impeles

 

são força de vontades e mestria

de homens tenazes de mãos rudes

são memórias de barbatanas que havia

num tempo ainda antes dos Mamutes

 

mergulham na água mansa do rio

motores possantes ou indolentes

aquecem a alma do agreste frio

traçam rotas cortam correntes

 

lembro os remos das galés

e outros bem mais recentes

castas de nobres e das ralés

condenados sem apelo ou inocentes

 

ou numa família feliz

num dos lagos da cidade

o remo nas mãos de um petiz

que me lembra outra idade

 

autor: JRG

sinto-me: impelido
música: Danúbio Azul
publicado por romanesco às 12:44
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