Quinta-feira, 16 de Outubro De 2014

VENDAVAL

Gotas de água escorrem pelos vidros embaciados da janela...o vento uiva gravemente, arrancando os galhos mais frágeis das ramadas...os pássaros pipilam agachados sob a folhagem.

A água corre vertiginosamente pelas caleiras  junto ao passeio...a borbulhar nas sargetas incapazes de a sorver com a prontidão necessária.

Há carros avaridos com água no motor e gente que se move a coberto dos beirais...

jrg

publicado por romanesco às 01:04
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Terça-feira, 28 de Janeiro De 2014

LANÇAMENTO DO LIVRO: O DESASSOSSEGO DA MEMÓRIA - ALTERAÇÃO DO LOCAL.

 

 

 

LANÇAMENTO DO LIVRO: O DESASSOSSEGO DA MEMÓRIA - ALTERAÇÃO DO LOCAL -

 

O EVENTO REALIZA-SE NO HOTEL FONTE CRUZ

Avª da Liberdade, 138-142 - Lisboa

 

espero por vós para partilharmos sorrisos

saudações do jrg/SamuelDabó

 

sinto-me:
música: Sagração da Primavera
publicado por romanesco às 21:29
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Domingo, 26 de Janeiro De 2014

LANÇAMENTO DO LIVRO: O DESASSOSSEGO DA MEMÓRIA

 

 

Sinopse da obra
O livro, “O Desassossego da Memória”, procura ir
ao encontro da memória do homem enquanto espécie
natural não massificada pelas religiões e pelo fatalismo
da liderança dos poderes compulsivamente emergentes:
militares, económicos e financeiros, em busca do homem
real, consubstanciado na sua animalidade e na alma
feminina.
É um livro contra os preconceitos e que considera 
a sexualidade como um motor de libertação do 
inconsciente profundo… uma sexualidade atenta aos 
instintos perversos sem desrespeitar a animalidade de 
que somos possuídos… mas contendo-a nos limites da 
consciência em que cada um se movimenta… 
É a mulher que comanda as emoções.
Porque a memória é o factor principal do desassossego
de viver aqui se procura evidenciar o papel da
mulher em todo o desenvolvimento humano e o obscu-
rantismo a que foi votado o seu pensamento ao longo de
milénios.
A história do romance vive-se num ambiente de
demência política e cultural com a transformação do
mundo em decadência e à procura dos alicerces para um
novo Humanismo.
O autor convida-vos ao salutar exercício de pensar,
simplificando o raciocínio em toda a sua amplitude…
SAMUELDABÓ/jrg

sinto-me:
música: era um redondo vocábulo - Zeca Afonso
publicado por romanesco às 14:22
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Domingo, 22 de Dezembro De 2013

N A T A L...





*

NATAL

*

é natal

o meu coração fica gelado

quando ouço uma criança

_mãe quero pão

e a mãe esconde a lágrima

encolhida no silêncio

*




é natal

já foi a ceia dos sem abrigo

um dia em cada ano frugal

depois volta 

o céu aberto o frio a disputa

por um lugar sem ruído

*




é natal

já não caem pássaros em dezembro

porque já não há pássaros

e o frio teima em bater à porta

dos desempregados

por uma nesga de ruína

*




é natal

cai a neve na montanha

gente feliz aquecida

poderosos sem porquê da abundância

riem tecem planos de ganância

rasgam silêncios entre os despojos

*




é natal

em honra de um deus menino

que devia justiçar

chovem presentes escasseia pão

arde o fogo na lareira

tiritam de frio os sem teto

jrg
sinto-me: indignado
música: Vampiros - Zeca Afonso
publicado por romanesco às 21:59
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Quarta-feira, 20 de Novembro De 2013

LIVRO: O DESASSOSSEGO DA MEMÓRIA

***
Sinopse da obra a publicar brevemente pela Chiado Editora.
*
O livro, “O Desassossego da Memória”, procura ir
ao encontro da memória do homem enquanto espécie
natural não massificada pelas religiões e pelo fatalismo
da liderança dos poderes compulsivamente emergentes:
militares, económicos e financeiros, em busca do homem
real, consubstanciado na sua animalidade e na alma
feminina.
É um livro contra os preconceitos e que considera 
a sexualidade como um motor de libertação do 
inconsciente profundo… uma sexualidade atenta aos 
instintos perversos sem desrespeitar a animalidade de 
que somos possuídos… mas contendo-a nos limites da 
consciência em que cada um se movimenta… 
É a mulher que comanda as emoções.
Porque a memória é o factor principal do desassossego
de viver aqui se procura evidenciar o papel da
mulher em todo o desenvolvimento humano e o obscu-
rantismo a que foi votado o seu pensamento ao longo de
milénios.
A história do romance vive-se num ambiente de
demência política e cultural com a transformação do
mundo em decadência e à procura dos alicerces para um
novo Humanismo.
O autor convida-vos ao salutar exercício de pensar,
simplificando o raciocínio em toda a sua amplitude…
SAMUELDABÓ/jrg

 

sinto-me:
música: Bolero de Ravel
publicado por romanesco às 22:46
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Domingo, 22 de Setembro De 2013

DEUSA DA CRIAÇÃO (artº21)

 

 


**

DEUSA DA CRIAÇÃO (artº21)
*
tem nos olhos um esplendor
que se propaga ao sorriso
tornando o rosto em redor
luz do amor que eu preciso
*
não tem riscos no sobrolho
nem os lábios escarlate
não é na idade um escolho
está na frente do combate
*
não veste roupas da moda
nem sapato salto alto
sendo bela magra ou gorda
alma sombra no asfalto
*
calca com os pés de miúda
a submissa condição
e ergue as mãos tão graúda
bramando indignação
*
sendo mulher tem firmeza
sendo ser a autoridade
para abolir toda a tristeza
que há na humanidade
*
digam bom dia à mulher
sempre que ela passar
um sorriso um bem-me-quer
numa doçura de olhar
*
se for mãe é bem maior
o símbolo da criação
nenhum homem sabe a dor
de ser causa sem razão
*
que parem de a violentar
amantes dela a fingir
que gozam por a ver chorar
se a dor a não deixa sorrir
*
não é do amor pertença
é livre de o soletrar
mulher pura por avença
não é feliz se casar
*
se é deusa mulher criadora
origem da humanidade
todo o ser que a ela adora
cante a sua liberdade
*
eu canto em quadras loucas
a toda mulher resistente
sejam muitas sejam poucas
fazem o mundo diferente
*
correm alegres belas sadias
inebriadas de odores
entoam vibrantes sinfonias
tocam pétalas de flores
*
são ventos da nova história
varrem poeiras antigas
libertam penas memória
organizadas formigas
*
quem lá vem é M de Mulher
de Mãe e de aMante
é Deusa símbolo do querer
amar amor e garante
*
vem formosa e vem segura
que é livre consciência
espalha abundante ternura
cultiva arte e ciência
*
do cosmos trás a semente
da nova civilização
nova ordem p'ra toda a gente
sem cobiça nem ladrão
*
não havendo o que roubar
se cada um tiver pão
não há ganância a medrar
da pedra do coração
*
cessa enfim a mordomia
de dividir p'ra reinar
nem lucra de economia
a usura milenar
*
quem lá vem F de Feminino
trás no bojo a virtude
de conhecer seu destino
que transforma em atitude
*
não traz sexo nos olhares
nem no sorriso volúpia
tantos beijos são milhares
sem medo da tirania
*
que viva mulher para sempre
o ser mais belo do mundo
só a teme quem não cumpre
a regra do amor profundo

jrg

sinto-me: esperança
música: Danúbio Azul
publicado por romanesco às 21:36
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Sábado, 24 de Agosto De 2013

A ARTE DA LINGUAGEM POÉTICA E O CAOS!



meu sonho de ser poeta...

*

A ARTE DA LINGUAGEM POÉTICA E O CAOS!


**


o poema é

uma partícula de poesia

em construção

se tiver rima que sustente a fé

ergue-se na fantasia

de ser um monumento à abstracção

*

o verso é

o arcaboiço in do poema

na sua evolução

que marca o ritmo à melodia em rodapé

na sílaba sem algema

recheado pelo vigor da emoção

*

a poesia é

a palavra emotiva em movimento

num toque cristalino

corrente de fonemas vindos do sopé

numa espiral de tempo

que se alimenta do belo e do feminino

*

a lírica a tragédia

a farsa o drama a ode e o soneto

a sílaba tónica e a poética

a musa encanto do poeta à vezes arredia

a pena feita dum graveto

conjugando o verbo e o sujeito à ética

*

a arte maior de dizer

marcando o som e o tom da circunstância

a expressão do corpo a sinalética

que há em cada verso inverso ao poder

que abomina a fragrância

exalada pela rima que foge à sua métrica

*

eis o que sinto sendo

a expressão de comunicar tão sem segredo

o enigma da alma humana

racionalizando a emoção escrevo dizendo

que a poesia não tem medo

se fala com verdade à mente insana

*

falar d'amor sensualidade

da insurreição da alma em pensamento

do belo que há na natureza

cantando o homem e a mulher sem idade

dentro dum meio em linchamento

cuidando de salvar o que exista de beleza

*

que ninguém diga "não sabia"

da morte do amor às mãos tirânicas

sendo a morte irreversível

amar é tudo o que o poema diz à poesia

mesmo que sejam lunáticas

as rimas que amam até o impossível

*

o que é ser poetisa

ou se quiserem no limite do tempo ser poeta

um superego ou fanatismo

cheirando a mar e vento ou simples brisa

que a palavra embala ou inquieta

se não for a força que nos tira do abismo

*

há forma mais bela de morrer

que embrulhado em pétalas de pura poesia

há! é honrar a arte de pensar

e estar na frente de combate que é dizer

pintando de verdade a fantasia

dos que não querem ver o mundo a definhar

**

jrg
sinto-me: céptico
música: NE ME QUITTE PAS - Jacques Brel
publicado por romanesco às 23:30
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Sábado, 06 de Julho De 2013

SE FOSSE...MAS NÃO ERA...ERA TÃO SÓ

*

SE FOSSE...MAS NÃO ERA...ERA TÃO SÓ
***
se fosse
apenas uma brecha
a abrir fenda
na velha constituição
se fosse
apenas um bando criminoso
a destruir um país
condenando um povo à servidão
se fosse
apenas uma pausa para pensar
refrescar pensamento
a retomar a rota da evolução
se fosse 
apenas um pesadelo
saído dum sonho
para despertar a consciência
se fosse
apenas uma involução
para apagar erros
para que a memória se remisse
se fosse
apenas uma farsa representada ao vivo
para nos amedrontar
quando já nada fazia sentido
se fosse
uma história com final feliz
para enganar a avidez
e trazer de volta a alma penhorada
***
mas não era
o sol cansava-se da cegueira
que projectava o caos
a guerra dos submundos era agora
era tão só
uma Fénix mulher que renascia
das cinzas da história
soberana e faminta de amor
era tão só
um novo humanismo que repunha
a verdade histórica
livre da peçonha e do histrionismo
era tão só
uma avalancha de ideias vigorosas
recheadas de justiça
numa nova lei orgânica para a vida
era tão só
ponto por ponto a alforria do homem
livre da corrupção
contida nas entrelinhas
era tão só
a Primavera eleita a infinita
sobrepondo a beleza
que as trevas escondiam com astúcia
era tão só
uma gota de azeite e um pavio
que findos os prazos
iluminavam de amor a tanta gente
jrg

sinto-me: esperança
música: Os Vampiros - Zeca Afonso
publicado por romanesco às 18:09
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Domingo, 30 de Junho De 2013

AMIZADE PURA !

 

***

AMIZADE PURA 

*

olhos doces meus miminhos

leais meigos de ternura

pétalas de rosas sem espinhos

eis a amizade mais pura

jrg

sinto-me: amigo
música: Trás outro amigo também - Zeca Afonso
publicado por romanesco às 23:19
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Sábado, 18 de Maio De 2013

GALERIA DE MULHERES COM POEMAS DENTRO... ANACRIS GIL!


Anacris Gil _ Cantora
**
GALERIA DE MULHERES COM POEMAS DENTRO
*./

*./ ANACRIS GIL *./

*./
seu olhar faísca fogo lume 
com tanta doçura
quando o poema emergindo a sente
e lança a inquietude
sua alma expande a melodia pura
que adeja sobre a gente
*
vista do lado de fora do palco
é só uma mulher
de sorriso recheado e ao natural
que pisa o asfalto
com a coragem de lutar para vencer
é uma Baiana em Portugal
*
dentro do seu peito
respiram poemas e canções
palavras indomáveis
que estremecem no corpo a seu jeito
que aquecem nossos corações
e os tornam por encanto maleáveis
*
olho a Cris de Cristina
a Ana de seu Gil
me confundo na luz que espalha alegria
no som da voz tão cristalina
é humana como eu de humildade subtil
vestida a primor de poesia
*
é esta a lei que entendo
porque a arte não diferencia ninguém
faz falta quem escute toque leia
tão simples esta mulher que estou vendo
tanto maior porque sendo mãe
ilumina o mundo com sua candeia
*
Saravá diria Vinicius de Morais
eu digo bem vinda menina
com seu jeito travesso de olhar o mundo
e seu nome maravilha de Cris tais
que bom ouvir seu canto em meu país ruína
venha para nos tirar do fundo
***
autor: jrg
publicado por romanesco às 16:53
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